Um episódio de intoxicação alimentar mobilizou a Universidade Federal de Rondônia (Unir) nos últimos dias, em Porto Velho. Na noite de quinta-feira (27), pouco после o jantar servido no Restaurante Universitário (RU), dezenas de alunos e trabalhadores do campus começaram a relatar sintomas simultâneos, criando um cenário de alerta interno sobre a segurança do alimento distribuído no local.
A Vigilância Sanitária Municipal suspendeu o funcionamento do RU na tarde de sexta-feira (28), após inspeção solicitada por docentes da universidade. Os técnicos embasaram a decisão em registros médicos e na concentração incomum de sinais clínicos compatíveis com contaminação alimentar, que incluíam náuseas persistentes, crises de vômito e dores gastrointestinais, segundo relatos coletados durante a apuração inicial.
Antes da chegada da fiscalização, estudantes do curso de Medicina organizaram uma operação improvisada de assistência, para suprir a alta demanda de atendimento. O mutirão citado por fontes internas reuniu profissionais e órgãos da saúde local, responsáveis por examinar pacientes e coletar amostras para análise laboratorial. A iniciativa funcionou como ponte entre a comunidade acadêmica e as equipes de vigilância em saúde, que reforçaram a presença no campus, conforme a situação escalava.
A condução das informações por parte da administração da universidade gerou ruídos de comunicação. As notas públicas da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (Procea) apresentaram versões diferentes sobre o momento do acionamento da Vigilância Sanitária, o que abriu questionamentos sobre a cronologia das ações institucionais. A entidade docente esclareceu publicamente que a demanda pela inspeção partiu inicialmente dos próprios professores, após o surto se tornar visível dentro da universidade.
Com o restaurante fechado, as autoridades sanitárias avançam na investigação das etapas de manuseio, preparo e estocagem das refeições servidas no RU. A retomada do serviço ainda não tem data definida e será condicionada à comprovação de ajustes estruturais e rotinas que garantam a qualidade sanitária, conforme já adiantaram equipes ligadas ao processo de inspeção.
