Enquanto grande parte do país viu a seca se intensificar de forma expressiva em outubro, o Acre aparece no novo boletim do Índice Integrado de Secas (IIS) em uma condição menos severa, variando entre seca fraca e moderada. Mesmo assim, o estado permanece em atenção, já que o avanço do déficit hídrico tem sido contínuo nas últimas semanas especialmente nas regiões onde a chuva tem sido irregular.
Rio Acre em meio à seca na capital acreana | Foto: ContilNet
O relatório mostra que áreas extensas do Nordeste e partes do Sudeste e Centro-Oeste enfrentaram a piora mais acentuada, com trechos classificados até como seca severa e extrema. No Acre, embora o impacto não seja tão agressivo quanto o observado nessas regiões, a estiagem começa a se destacar dentro do contexto amazônico, acompanhando a tendência de agravamento que também atingiu Rondônia.
O comportamento recente das chuvas ajuda a explicar o quadro acreano: precipitações irregulares, calor prolongado e umidade do solo cada vez mais baixa colocam o estado em uma zona de atenção. Municípios que já tinham registro de seca leve passaram, em outubro, para a categoria moderada, indicando que o déficit hídrico avançou em extensão e intensidade.
Mapa com informações/ Foto: Reprodução
No panorama nacional, o IIS aponta que o número de municípios em situação de seca de moderada a excepcional saltou de 1.849 para 2.014 em apenas um mês. O Acre continua entre os estados menos afetados nessa lista, mas a evolução do fenômeno no país reforça a importância do monitoramento constante, principalmente com a proximidade do período de transição climática na região Norte.
O Mapa Interativo de Secas do Cemaden permite consultar, em detalhes, como está a situação do Acre e de qualquer município do país nos últimos 12 meses. A plataforma também disponibiliza o boletim completo para download, reunindo todas as informações atualizadas sobre a estiagem no Brasil.
