Nesta segunda-feira (3), trabalhadores da educação municipal de Rio Branco promoveram uma paralisação parcial nas escolas da capital, culminando em uma manifestação em frente à sede da prefeitura, no centro da cidade. A mobilização reuniu cerca de 70 a 80 representantes de diferentes escolas e teve como principal reivindicação a reposição inflacionária referente a 2024 e 2025, além do pagamento de promoções funcionais atrasadas há mais de um ano. Nenhuma escola chegou a ser totalmente fechada.
O movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), não foi classificado como greve, mas alerta que o próximo ano letivo de 2026 poderá começar com paralisação caso as demandas não sejam atendidas. A categoria também reivindica o cumprimento da Lei do Piso, reajustes com base no índice inflacionário acumulado e progressão e promoção do pessoal docente e administrativo.
Sinteac alerta sobre possível greve no início do ano letivo de 2026/Foto: Anne Nascimento
Segundo Ronilton Honorato, diretor jurídico do Sinteac, a paralisação é uma forma de pressionar por negociações efetivas, após reuniões infrutíferas com a prefeitura. “Nós temos tido algumas reuniões com a prefeitura, mas não temos tido definições, porque a prefeitura coloca a reformulação do RBPrev […] para que daí possamos ter reajuste, e a gente entende que uma coisa não tem a ver com a outra”, explicou. Honorato destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal não impede os reajustes, já que os recursos da educação são específicos e separados de outros orçamentos.
Rosana Nascimento, presidente do Sinteac, reforçou a importância da manifestação e ressaltou que o grupo busca garantir que as pautas históricas da categoria avancem. “Se não houver avanços, o próximo ano letivo poderá começar com greve unificada com o Estado”, afirmou. Já Reginaldo Barreto, diretor de comunicação do sindicato, lembrou que os servidores aguardam há quase 14 meses o pagamento de promoções previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
O Sinteac informou que a paralisação tem caráter temporário, prevista apenas para hoje, mas novas ações poderão ser anunciadas dependendo do andamento das negociações. Uma audiência no Tribunal de Justiça, marcada para o dia 14, será crucial para definir o futuro das mobilizações, podendo liberar ou manter restrições a greves.
