STF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)

Por Metrópoles 07/11/2025 às 02:02

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa, nesta sexta-feira (7/11), o julgamento dos embargos de declaração dos condenados do chamado núcleo crucial da trama golpista. A análise será feita em sessão virtual que irá até a próxima sexta-feira (14/11).

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O primeiro a votar será o relator da Ação Penal (AP) 2668, Alexandre de Moraes. Na sequência os demais ministros da Primeira Turma votarão se aceitam ou rejeitam os embargos de declaração.

Serão julgados os embargos de declaração apresentados pelas defesas de:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
  • Augusto Heleno, general e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

STF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)8 imagensTenente-coronel Mauro CidSTF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro Bolsonaro durante interrogatório no STFEx-ministro Anderson TorresFechar modal.STF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)STF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)1 de 8

Fellipe Sampaio/STFSTF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)2 de 8

Tenente-coronel Mauro Cid

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Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro

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Bolsonaro durante interrogatório no STF

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Ex-ministro Anderson Torres

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Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro de 2024

Reprodução TV JustiçaSTF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)8 de 8

Almirante Almir Garnier, chefe da Marinha sob Bolsonaro

Reprodução

Delator no julgamento da trama golpista, o tenente-coronel Mauro Cid já cumpre a pena de dois anos de reclusão em regime inicial aberto e foi o único que não recorreu da condenação. Na segunda-feira (3/11), o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro recebeu autorização do STF e retirou a tornozeleira eletrônica.

A decretação das prisões, contudo, não deve ser imediata ou ocorrer já na próxima semana. Pelo regimento do STF, o cumprimento da pena só pode, teoricamente, ser iniciado após a análise dos segundos embargos.

Numa eventual rejeição da Primeira Turma dos recursos atuais, as defesas ainda podem apresentar novos embargos de declaração, sendo necessário aguardar a publicação do acórdão final e o trânsito em julgado.

Embargos

As defesas dos réus do chamado núcleo 1 de trama golpista apresentaram os embargos de declaração contra decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (27/10). As alegações são de dosimetria da pena errada, erro jurídico, injustiça, cerceamento de defesa, omissão, entre diversas outras.

Os documentos embasam desde pedidos de redução da pena e até nulidade do julgamento que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, por exemplo.

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