O torcedor Alefe Levi, militar do Exército Brasileiro que mora em Cruzeiro do Sul, no Acre, por conta da profissão, aproveitou o período de férias para assistir ao Sport Club do Recife, seu time do coração. No entanto, o reencontro com a Ilha do Retiro foi marcado por frustração.
Após o jogo, Alefe fez um desabafo emocionado, criticando duramente a atual gestão do clube, presidida por Yuri Romão. “A torcida não pode deixar de vir, não. Mas se Yuri Romão tiver hombridade, ele pede para ir embora do Sport hoje. Porque ele está destruindo o Sport”, declarou o torcedor, visivelmente indignado.

Alefe também criticou a falta de transparência e o silêncio da diretoria diante dos problemas financeiros do clube | Foto: Reprodução Cast.fc
Segundo ele, o clube vive um processo de enfraquecimento em comparação a outras equipes do Nordeste. “O plano dele é de apequinar o Sport, e está acontecendo. O Ceará já foi campeão regional e subiu para a Série A, o Vitória subiu e permaneceu, o Fortaleza disputa a Sul-Americana e a Libertadores, o Bahia também. E o Sport, nada. O último título regional maior foi em 2014, na Copa do Nordeste”, lamentou.
Alefe também criticou a falta de transparência e o silêncio da diretoria diante dos problemas financeiros do clube. “O presidente não dá entrevista, não aparece. Uma empresa que se preze não pode estar devendo 300 milhões. Se fosse em qualquer empresa, o camarada seria demitido. Mas o Yuri não, ele mantém os incompetentes e faz o Sport afundar ainda mais”, disse.
Mesmo decepcionado, o torcedor afirma que continuará apoiando o time. “Vou vir no próximo jogo, porque só tenho a oportunidade de vir uma vez no ano. E, se Deus quiser, no ano que vem a gente vai estar subindo de novo”, completou.
O desabafo de Alefe Levi reflete o momento turbulento vivido pelo Sport Club do Recife na temporada. No último domingo (2), o time foi derrotado pelo Mirassol por 2 a 1, fora de casa, resultado que agravou a crise dentro e fora dos gramados.
Com desempenho irregular, o Sport soma poucos triunfos recentes e apresenta números preocupantes: média inferior a um gol marcado por partida e mais de um gol e meio sofrido por jogo. A equipe, que já esteve entre as forças mais tradicionais do Nordeste, acumula más atuações e enfrenta dificuldades para reagir na competição nacional.
