Um crime brutal chocou o interior de São Paulo. Dois homens, de 19 anos, e uma mulher, de 18, foram presos na última sexta-feira (7/11) suspeitos de assassinar e esquartejar um homem de 38 anos em Quintana, cidade próxima a Tupã. De acordo com a Polícia Civil, o grupo usou um carrinho de bebê para transportar partes do corpo da vítima, identificada como Daniel Ferreira Crol, natural de Pompéia (SP).
Divulgação/ Polícia Civil
O corpo foi encontrado em um terreno baldio às margens da linha férrea, enrolado em panos e sacolas plásticas. Moradores denunciaram um forte odor no local, levando funcionários da prefeitura a acionarem a polícia. O crime teria ocorrido entre os dias 29 e 30 de outubro, mas só foi descoberto em 4 de novembro, quando as primeiras partes — o tronco e a cabeça — foram localizadas.
Investigações e prisão dos suspeitos
Câmeras de segurança registraram a vítima caminhando pela cidade acompanhada de dois dos suspeitos pouco antes do desaparecimento. As roupas usadas pelos envolvidos nas gravações ajudaram a polícia a identificá-los.
Na casa de um dos investigados, os agentes encontraram manchas de sangue em móveis e no chão, além de um pedaço de madeira, apontado como arma usada nas agressões. Exames comprovaram que o homicídio foi cometido dentro da residência.
Segundo a delegada Milena Davoli, responsável pelo caso, os três foram autuados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, com prisão preventiva decretada pela Justiça.
Crime bárbaro e motivação chocante
De acordo com as investigações, o casal envolvido no crime assistia frequentemente a séries sobre homicídios e esquartejamentos e o homem teria manifestado desejo de matar e desmembrar alguém. O homicídio foi cometido na frente do bebê do casal, de apenas sete meses.
A faca e os tecidos usados para envolver o corpo não foram encontrados — a polícia acredita que tenham sido descartados no lixo e recolhidos antes das buscas.
A vítima, Daniel Ferreira Crol, vivia em situação de vulnerabilidade social e era conhecido na cidade por circular em bares e praças.
O caso segue sob investigação pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Tupã, que colabora com a equipe da Delegacia de Quintana.
Fonte: Metrópoles
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