Trisal preso por cárcere gravou vídeo de filhas nuas dançando louvor

Por MetrĂłpoles 24/11/2025

O trisal preso por manter uma adolescente de 16 anos e uma menina de 8 anos em cárcere privado gravou um vídeo em que as meninas aparecem dançando nuas ao som da música de louvor Sabor de Mel, da cantora gospel Damares. O material encontrado no aparelho celular do padrasto das menores foi apreendido pela Polícia Civil de Goiás.

Como se trata de cenas envolvendo duas menores, o MetrĂłpoles optou por nĂŁo reproduzir o material.

A mãe da adolescente, o padrasto e uma outra mulher, mãe da menina de 8 anos, foram presos em Goiânia, na sexta-feira (21/11), pelo Comando de Policiamento Rodoviário, com apoio da equipe Tático Operacional Rodoviário. O cárcere foi descoberto após a vítima de 16 anos conseguir fugir e pedir ajuda a uma testemunha, em uma parada de ônibus.

Informações da Polícia Militar de Goiás e do Conselho Tutelar indicam que a adolescente, que morava no Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, antes do cárcere, sofreu tortura e agressões constantes. Ela também relatou ter sido vítima de exploração sexual.

Veja imagens: 

Trisal preso por cárcere gravou vídeo de filhas nuas dançando louvor3 imagensHematomas nas pernasFoto das costas da adolescenteFechar modal.Trisal preso por cárcere gravou vídeo de filhas nuas dançando louvorTrisal preso por cárcere gravou vídeo de filhas nuas dançando louvor1 de 3

Machucados

Imagem cedida ao MetrópolesTrisal preso por cárcere gravou vídeo de filhas nuas dançando louvor2 de 3

Hematomas nas pernas

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Foto das costas da adolescente

Imagem cedida ao MetrĂłpoles

 

A adolescente de 16 anos também relatou punições severas por motivos banais, como ficar sem banho, passar a noite de joelhos e ficar até três dias sem se alimentar. A jovem informou também que era agredida com cabos elétricos, madeiras, tubos de PVC e queimaduras por cigarro. A PCGO não informou qual era a relação da vítima com o trisal.

A adolescente foi levada ao hospital da mulher e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) para avaliação das lesões e possível violência sexual.

Após ser acolhida e atendida pelo Conselho Tutelar, agora ela está com o pai. Ele revelou que a ex-mulher – uma das integrantes do trisal – o impedia de manter contato com a filha após o divórcio, mudando-se de Novo Gama para Goiânia e dificultando a comunicação.

A outra criança, de 8 anos, –  filha da segunda integrante do trisal –  relatou ao Conselho Tutelar que não gostaria de voltar a morar com a mãe. A menina também relatou rotina de agressões e torturas. A criança, que não tem parentes na cidade, está em uma instituição de acolhimento.

O caso está sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A adolescente conseguiu uma medida protetiva contra a mãe, o padrasto e a outra mulher envolvida.

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