Vereador denuncia que alunos da PM foram levados a casa de prostituição durante curso

Fernando Silva afirma que trainees usaram viaturas oficiais e cobra apuração rigorosa do Ministério Público

Uma denúncia grave envolvendo a Polícia Militar de Rondônia veio à tona nesta terça-feira (4). O vereador e sargento da PM Fernando Silva publicou em suas redes sociais um vídeo e imagens que mostram alunos do Curso de Operações de Fronteira sendo supostamente obrigados a visitar uma casa de prostituição em Nova Mamoré, durante o treinamento, utilizando veículos oficiais do Governo do Estado.

Rondônia Agora

Segundo o parlamentar, o caso já chegou ao conhecimento do comandante-geral da PM, coronel Regis Braguin, que, de acordo com ele, teria decidido não substituir o instrutor nem o comandante local envolvidos na condução do curso.

“Sou policial militar, sargento da PM, e já participei de diversos cursos operacionais dentro e fora do Estado. Sei como funciona uma formação séria, disciplinada e comprometida com os valores da instituição e com o respeito à sociedade. Jamais presenciei algo semelhante ao que está sendo relatado”, afirmou Fernando Silva.

O vereador classificou a situação como “uma grave quebra de conduta” que, se confirmada, compromete a imagem da corporação e fere os princípios da ética militar.

“A disciplina, a ética e o respeito ao serviço público não podem ser relativizados. Por isso, estou encaminhando essas informações ao Ministério Público de Rondônia para que tudo seja apurado com rigor e transparência”, declarou.

Fernando Silva reforçou ainda que sua denúncia não é um ataque à instituição, mas uma defesa da moralidade e da maioria dos policiais que atuam corretamente:

“Não admitiremos qualquer desvio de conduta, abuso de autoridade ou uso indevido do patrimônio público. A sociedade merece respeito, e os bons policiais — que são a maioria — também. Seguimos atentos, cobrando providências e defendendo sempre a seriedade do serviço público e o respeito às instituições.”

O caso agora deve ser analisado pelo Ministério Público de Rondônia, que poderá abrir investigação formal sobre o episódio e os possíveis responsáveis pela ordem dada aos alunos.

Fonte:  Rondônia Agora
✍️ Redigido por ContilNet

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