O sábado (22/11) foi de agitação no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, no Distrito Federal, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpria prisão domiciliar. Após o político ser levado para a Superintendência da Polícia Federal em prisão preventiva, vizinhos comemoraram com festa, churrasco e queima de fogos.
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Festa
Em conversas no grupo do condomínio no Whatsapp, divulgadas pelo Metrópoles, moradores festejaram a prisão de Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após o ex-presidente tentar violar a tornozeleira eletrônica.
Um dos moradores publicou: “Bom dia. Tem lenha na minha casa”. Outro respondeu: “Hoje tá bom pra fazer churrasco”. Logo depois, um vizinho de Jair Bolsonaro emendou: “Hoje é véspera do meu aniversário. Adoro comemorar antes. Vamos fazer uma festa aqui em casa. Espero não incomodar os vizinhos”.
Poucos minutos depois, um morador postou no grupo do condomínio a música “É hoje”, conhecida na voz de Caetano Veloso, que diz: “Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu”.
Print do grupo do condomínio
Reproduão/Metropoles
BRENO ESAKI/ METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/ METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/ METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Senador Flávio Bolsonaro
Reprodução/Redes sociais
Eduardo Bolsonaro
Reprodução/Metrópoles
Reprodução
Flávio Bolsonaro em oração pelo pai
Giovana Alves/Metrópoles
O senador eleito pelo PL caiu nas lágrimas durante uma oração
Giovana Alves/Metrópoles
Vigília
Uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em apoio ao pai, que Moraes viu como uma oportunidade de fuga do ex-presidente após a violação da tornozeleira, também foi alvo de comentários no grupo dos moradores.
“Achei ótimo. Povo convocando vigília pra frente do condomínio… Deus me livre! Agora vão fazer vigília na frente da PF [Polícia Federal] e não atrapalha a vida do condomínio”, disse uma vizinha de Bolsonaro.
Depois, outra moradora pergunta: “Por falar no assunto, alguém escutou fogos?”. E outra responde: “Sim, aqui na quadra 2 ouvimos fogos de artifício”.
Ainda no sábado (22/11), críticos de Bolsonaro comemoraram a prisão do político com champanhe e queima de fogos em frente à Superintendência da Polícia Federal, para onde ele foi levado. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) chegou a ser atrapalhada pelo barulho enquanto falava com jornalistas.

