A coluna Fábia Oliveira descobriu que, pouco depois da perda de seu mandato como vereador, em outubro, Alexandre Frota teve outra derrota. Essa, por sua vez, se deu no Poder Judiciário e guarda relação com seu antigo cargo no Legislativo.
Entenda o caso
Frota foi processado pelos médicos Rogério Clóvis de Oliveira e Carolina Catarina Silva Crespilho, em abril deste ano, após os dois terem seus nomes e imagens expostos em vídeo publicado pelo famoso em seu Instagram. O Facebook também foi posto como réu.
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O material foi gravado quando Alexandre Frota, então vereador de Cotia, entrou em uma Unidade de Pronto Atendimento, a UPA, e afirmou que encontrou médicos dormindo no local. Ele classificou o episódio como uma fiscalização parlamentar e disse ter recebido reclamações da população.
Alexandre Frota no programa No Alvo
Reprodução/SBT
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Alexandre Frota
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Os médicos pediram a remoção imediata do conteúdo e indenizações pelos danos sofridos.
Sentença
A coluna soube que Alexandre Frota e o Facebook foram condenados a indenizar os autores em R$ 15 mil cada. Os R$ 30 mil são referentes aos danos morais decorrentes do ocorrido.
Na sentença de 22 de outubro, a juíza observou que Frota extrapolou a atividade fiscalizatória de vereador e que agiu de forma desrespeitosa com os profissionais da saúde. Em claro tom de sermão, a magistrada destacou que o famoso atuou sem conhecimento técnico, uma vez que existem normativas do Conselho Federal de Medicina que exigem a existência de locais privativos para descanso de médicos.
A juíza também pontuou que Alexandre Frota comprometeu o funcionamento regular da UPA ao gerar a confusão, incorrendo em claro abuso e devendo, assim, arcar com indenizações.
O Facebook foi condenado ao lado do ex-vereador por ter demorado, injustificadamente, a remover o conteúdoilícito mesmo após a ordem judicial.

