A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou uma nova projeção nesta sexta-feira (5) indicando que as tarifas devem subir, em média, 7% no país, percentual que ultrapassa a inflação esperada para o período.
Apesar dessa compensação, técnicos da Aneel destacam que o cenário geral é de alta / Foto: Reprodução
Embora o índice seja nacional, o Acre está entre os estados que devem ter impacto direto nas revisões tarifárias previstas para o próximo ano. Isso porque a região Norte será contemplada por uma medida federal que redistribui recursos do leilão realizado em agosto, com o objetivo de reduzir os efeitos do chamado risco hidrológico. O saldo de R$ 550 milhões será direcionado para aliviar tarifas de áreas que ainda aguardam definição dos processos revisoriais.
Apesar dessa compensação, técnicos da Aneel destacam que o cenário geral é de alta. O principal fator é o aumento dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo responsável por subsidiar políticas energéticas, cujo orçamento atual ultrapassa R$ 49 bilhões. Também pesam na projeção a queda na devolução de créditos tributários de PIS/Cofins e despesas relacionadas à compra de energia.
Para 2026, o orçamento da CDE deve avançar ainda mais, chegando a R$ 52,7 bilhões, alta de 7%, impulsionado especialmente pelos subsídios da geração distribuída e pelos descontos concedidos a fontes incentivadas.
No caso específico do Acre e demais estados da região, o uso do excedente do leilão poderá gerar uma redução média de até 11% para os consumidores cativos, segundo estimativa da agência. A análise das tarifas locais está prevista para entrar na pauta da próxima reunião da diretoria da Aneel.
