Acre registra 27% de abstenção na prova discursiva do CPNU 2, uma das maiores do país

Etapa aplicada neste domingo reuniu 42 mil candidatos em 228 municípios no Brasil

A segunda etapa do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) movimentou milhares de candidatos em todo o país neste domingo (7), quando foi aplicada a prova discursiva. Em todo o Brasil, 42 mil pessoas participaram dessa fase, disputando 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos federais. No Acre, a prova também ocorreu, mas o estado figurou entre os que registraram as maiores taxas de ausência.

Esther Dweck / Foto: Reprodução

Segundo o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), a abstenção total do CPNU 2 nesta etapa foi de 20%, o que representa cerca de 8,5 mil candidatos que haviam sido aprovados na primeira fase, mas não compareceram agora. No primeiro exame, em setembro, a ausência havia sido de 42,8%.

Entre os estados com maiores índices de abstenção estiveram Acre (27%), Amazonas (26%), Espírito Santo (26%), Rondônia (26%) e Santa Catarina (26%). Já as menores taxas foram observadas no Distrito Federal (15%), Piauí (17%) e Rio Grande do Sul (17%).

Em entrevista coletiva após o encerramento da prova em Brasília, a ministra Esther Dweck comemorou o desempenho geral do processo:

“As provas chegaram nos locais sem nenhuma intercorrência. Tudo ocorreu muito tranquilamente. E a gente vai poder começar a correção em breve. A tranquilidade é fruto justamente de um planejamento”, afirmou.

A ministra também destacou que o índice de abstenção ficou dentro do esperado para concursos que possuem duas etapas.

“Foi uma abstenção bem menor do que no CPNU 1 e bem abaixo da média dos concursos em geral. Então, a gente ficou muito feliz porque isso reforça a consolidação de um modelo de concurso”, completou.

Participação feminina se destaca

Os dados divulgados pelo MGI mostram que 57,1% dos classificados para a segunda fase são mulheres, enquanto os homens representam 42,9%. A ministra explicou que isso se deve ao mecanismo de equiparação de gênero adotado pelo concurso.

“Se não houvesse equiparação, em vez de 57% de mulheres e 42,9% de homens, a gente teria tido 50% de homens e 49% de mulheres. Então, a proporção seria bem diferente”, explicou.

Previsão de convocações e próximos passos

O governo federal prevê convocar 22 mil novos servidores entre 2023 e 2026, excluindo universidades e institutos federais. Esther Dweck reconheceu que o número ainda é insuficiente frente ao déficit de cerca de 180 mil servidores que deixaram o serviço público na última década.

Mesmo assim, ela reforçou a importância da retomada dos concursos.

“O Ministério foi criado com o objetivo de recuperar as capacidades do Estado brasileiro”, disse.

O MGI estima que, nos próximos 10 anos, a União perderá mais 180 mil servidores por aposentadoria, e por isso a ministra defende que o concurso seja recorrente:

“Desde que a gente pensou [o CPNU], ele deveria ser, no mínimo, a cada dois anos.”

Próximos prazos do CPNU 2

  • 8 a 17 de dezembro – Verificação de deficiência e confirmação de vagas para negros, indígenas e quilombolas

  • 8 de janeiro – Resultado preliminar de títulos

  • 9 a 12 de janeiro – Recursos dos títulos

  • 15 de janeiro – Resultado preliminar das bancas de autodeclaração

  • 16 a 19 de janeiro – Recursos das bancas e da caracterização de deficiência

  • 23 de janeiro – Nota preliminar da discursiva e espelho de correção

  • 26 e 27 de janeiro – Recursos da discursiva

  • 20 de fevereiro – Lista final de aprovados e início das chamadas

  • 16 de março – Encerramento das três chamadas e início das convocações

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