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Acre segue abaixo da média nacional de renda e fica entre os piores do país, aponta IBGE

Por Everton Damasceno, ContilNet

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A nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (3), revela que o rendimento médio mensal de todas as fontes no Acre chegou a R$ 2.538 em 2024. Embora o valor represente avanço em relação aos últimos anos, ele ainda está bem distante da média nacional, que atingiu R$ 3.208, a maior já registrada desde o início da série histórica, em 2012.

O levantamento apura os ganhos provenientes de todas as atividades de trabalho, além de aposentadorias, pensões e outros tipos de rendimento. Segundo o IBGE, o desempenho positivo observado em 2023 e 2024 reflete a recuperação gradual da economia após o período mais crítico da pandemia, quando o rendimento médio no país recuou para R$ 2.888.

No Brasil, a renda passou por fortes oscilações ao longo da última década. Depois de crescer entre 2012 e 2014 — quando chegou a R$ 3.123 — o país enfrentou recessão e queda no rendimento até 2017. A recuperação foi irregular, com novo avanço em 2020, retração em 2022 e retomada mais firme somente em 2023, alcançando o recorde atual em 2024.

O Distrito Federal mantém a maior média do país, com R$ 5.037/Foto: Reprodução

Quando se observa o cenário por estados, o Acre aparece na parte inferior do ranking. O Distrito Federal mantém a maior média do país, com R$ 5.037, seguido por São Paulo, com R$ 3.884. Na outra ponta, Maranhão (R$ 2.051) e Ceará (R$ 2.053) registram os menores valores.

O rendimento do Acre, embora superior ao de Pernambuco (R$ 2.407), ainda fica atrás do Rio Grande do Norte (R$ 2.623) e segue distante da média nacional. Para especialistas, a característica econômica do estado — marcada por forte dependência do setor público e baixa diversificação produtiva — contribui para manter a renda em patamar mais baixo.

Mesmo assim, a tendência de crescimento observada em 2023 e 2024 indica um processo de recuperação gradual. O IBGE avalia que fatores como ajuste salarial, retomada do mercado de trabalho e redistribuição de políticas públicas ajudaram a elevar o rendimento médio no período.

O estudo reforça, no entanto, que a desigualdade regional ainda é um dos maiores desafios do país, com estados da região Norte e Nordeste concentrando as menores rendas do Brasil.

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