O enterro do ativista Moisés Alencastro foi marcado por homenagens, manifestações de pesar e cobranças por justiça. A cerimônia reuniu familiares, amigos, militantes e representantes de diferentes setores da sociedade acreana, que destacaram a trajetória e o legado deixados por ele.
Durante o ato, o presidente da ApexBrasil e ex-governador do Acre, Jorge Viana, afirmou que Moisés era “insubstituível” e destacou a forma como ele atuava em um contexto marcado pela intolerância. “Ele transcendia esse tempo que a gente vive de intolerância, de ódio, de procurar ver a diferença entre um e outro. Ele fazia no sentido contrário, de conviver com todos, de relevar as diferenças”, disse.
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Em sua fala, Viana ressaltou que Moisés apostava na convivência e na aproximação entre as pessoas. “Ele acreditava muito no ser humano, na alegria, na cultura, no abraço, na aproximação. Ele era uma pessoa incrível”, afirmou.
Segundo o ex-governador, mesmo com posições políticas claras, o ativista mantinha leveza na militância. “Ele fazia isso procurando estar do lado certo da história o tempo inteiro, na política, com posições assumidas e claras, mas com uma leveza que é o que nos falta hoje.”
Jorge Viana também criticou a forma como Moisés foi retirado do convívio social. “Uma pessoa como ele não podia ser retirada da nossa convivência da forma brutal e covarde como foi”, declarou. Ele acrescentou que casos como esse exigem atenção das autoridades e da sociedade. “Isso cabe à polícia, cabe a nós todos ficarmos muito atentos. Isso não cabe no meio da gente.”
Ainda durante a homenagem, Viana afirmou que o mundo carece de pessoas com o perfil de Moisés Alencastro. “Infelizmente, o mundo tem Moisés Alencastros de menos. Precisamos de mais deles”, disse. Ele concluiu destacando que o ativista era “irmão de todo mundo, amigo de todo mundo e nunca deixou de trabalhar para construir um mundo melhor, com uma leveza incrível na sua militância”.
