Nesta semana, o detento Cleydivan Alves de Oliveira foi transferido de volta ao Acre, após deixar um presídio federal sob forte esquema de segurança e escolta da Polícia Federal. A movimentação ocorreu de forma sigilosa e foi autorizada pela Justiça Federal, após a reavaliação do tempo de permanência do preso na unidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
RELEMBRE: Após oito meses, veja os desdobramentos da rebelião que matou cinco em presídio no Acre
Cleydivan é apontado como um dos principais líderes da rebelião registrada em setembro de 2023 no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco. O motim ficou marcado como o mais violento da história recente do sistema penitenciário acreano, com duração de quase 30 horas e saldo de cinco mortos, dois deles decapitados.
Após os episódios de violência, ele integrou o grupo de 14 detentos transferidos para o sistema prisional federal como medida de contenção e segurança. As investigações indicaram que o acusado exercia papel de liderança dentro da unidade e teria participação direta nas execuções ocorridas durante a rebelião.
Justiça autorizou a transferência após reavaliação do prazo no presídio federal/Foto: Reprodução
O Ministério Público do Acre denunciou Cleydivan por cinco homicídios e por envolvimento com organização criminosa. Desde então, ele permanecia custodiado fora do estado, enquanto os processos judiciais seguiam em andamento.
O retorno do detento ao Presídio Antônio Amaro Alves reacende o alerta das autoridades locais. A Secretaria de Administração Penitenciária acompanha a situação e reforçou os protocolos de segurança na unidade para evitar novos episódios de instabilidade.
Atualmente, outros 13 envolvidos na rebelião seguem custodiados em presídios federais. Entre eles estão Rogério Mendonça e Deibson Nascimento, nomes ligados à fuga registrada em Mossoró no ano passado, que, segundo informações, devem permanecer em unidades da União.
A expectativa agora é sobre as próximas decisões da Justiça quanto à permanência ou eventual retorno de outros detentos envolvidos na rebelião, enquanto o sistema penitenciário acreano tenta manter o controle e evitar novos episódios de violência.
