Assaltante invade escola em Rio Branco, rouba alunos e atinge um com terçado

Apesar do ataque, não houve ferimento físico, mas o caso provocou forte comoção entre estudantes, pais e servidores da instituição

Por Redação ContilNet 05/12/2025 Atualizado: hå 4 meses

A Escola ClĂ­cia Gadelha, localizada em Rio Branco, foi palco de um episĂłdio de violĂȘncia na manhĂŁ desta quinta-feira (5). Um homem entrou pela lateral do prĂ©dio, abordou um estudante e roubou seu celular. Minutos depois, ainda dentro da ĂĄrea escolar, o mesmo suspeito assaltou outro aluno e chegou a golpear sua coxa com uma tessadada.

Escola em Rio Branco volta a funcionar apĂłs mais de dois anos fechada devido a problemas estruturais | Acre | G1

Escola Clícia Gadelha, em Rio Branco/Foto: Reprodução

O ContilNet teve acesso a um vĂ­deo que mostra o momento em que o criminoso invade a escola, aborda um dos estudantes e toma seu celular, confirmando o relato dos alunos.

Apesar do ataque, não houve ferimento físico, mas o caso provocou forte comoção entre estudantes, pais e servidores da instituição.

O GrĂȘmio Estudantil STE divulgou uma nota pĂșblica repudiando o episĂłdio e cobrando providĂȘncias imediatas das autoridades responsĂĄveis. No texto, os estudantes afirmam:

“O GrĂȘmio Estudantil STE vem a pĂșblico manifestar seu mais profundo repĂșdio ao grave episĂłdio ocorrido nesta quinta-feira em nossa instituição, a Escola Clicia Gadelha. No perĂ­odo da manhĂŁ, um homem entrou na escola pela lateral do prĂ©dio e assaltou um estudante, levando seu celular. Logo apĂłs, utilizando uma bicicleta, o mesmo indivĂ­duo roubou o celular de outro aluno e desferiu uma tessadada em sua coxa, ainda dentro do ambiente escolar. Felizmente, a agressĂŁo nĂŁo resultou em ferimento fĂ­sico.”

assaltante escola

Imagens mostram o assaltante do lado de dentro da escola/Foto: Reprodução

O GrĂȘmio destaca que, embora nĂŁo tenha havido ferimentos, o impacto emocional do ocorrido Ă© grave:

“No entanto, o trauma emocional e a sensação de insegurança deixados para toda a comunidade escolar são inaceitáveis e indignam profundamente a comunidade escolar.”

Os estudantes também criticam falhas estruturais de segurança.

“Repudiamos veementemente as falhas de segurança que permitiram que tais atos ocorressem dentro de um espaço que deveria proteger nossos alunos. Este episĂłdio deixa claro que hĂĄ uma negligĂȘncia estrutural que precisa ser corrigida com urgĂȘncia pela Direção da escola, pela Secretaria de Educação e pelos ĂłrgĂŁos competentes e responsĂĄveis.”

Os representantes estudantis reforçam que a proteção dos jovens não pode ser tratada de forma secundåria:

“A segurança de nossos estudantes não pode ser tratada como algo secundário ou simbólico. Ela deve ser garantida de forma plena, efetiva e imediata.”

Ainda segundo o comunicado, o GrĂȘmio Estudantil STE estĂĄ se mobilizando em conjunto com o grupo de responsĂĄveis “A Voz dos Pais” para formalizar denĂșncias e exigir medidas corretivas:

“O GrĂȘmio Estudantil STE, em conjunto com o grupo ‘A Voz dos Pais’, estĂĄ organizando um ofĂ­cio oficial, alĂ©m da produção de vĂ­deo e materiais de denĂșncia e mobilização, a fim de cobrar providĂȘncias das autoridades competentes. Exigimos açÔes concretas, responsabilidade e compromisso, para que episĂłdios como este jamais voltem a ocorrer.”

O que diz a SEE?

O ContilNet entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) para obter informaçÔes. A assessoria da pasta afirmou que o caso jå estå sob conhecimento da SEE e sendo investigado.

O órgão pediu um tempo para se posicionar oficialmente, por meio de nota. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

 

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