Betão era filantropo e mantinha uma casa de apoio para dependentes químicos no Acre

Casa “Amigos do Betão” acolhia pessoas em situação de rua e dependência química com alimentação, tratamento e reintegração

Faleceu neste domingo (28) o pecuarista Edilberto Afonso de Moraes, conhecido como Betão, que meses atrás deu uma entrevista exclusiva ao ContilNet. Um dos nomes mais tradicionais da pecuária acreana, além de uma trajetória construída no campo ao longo de décadas, Betão deixa como legado uma atuação filantrópica discreta, marcada pela manutenção da Casa de Apoio “Amigos do Betão”, voltada ao acolhimento de dependentes químicos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Os internos falam da alegria de ter um lar com comida, dormida e acolhimento/ Foto: ContilNet

Reconhecido pelo perfil reservado, Betão raramente tornava pública sua atuação social. A casa de apoio, localizada em Rio Branco, oferecia abrigo, alimentação, cuidados básicos de saúde e acompanhamento a pessoas que buscavam se afastar da dependência química, funcionando como um espaço de reconstrução de vidas.

O local disponibilizava três refeições diárias, condições adequadas de higiene e descanso, além de apoio no processo de desintoxicação e reinserção social. Ao longo dos anos, dezenas de pessoas passaram pelo acolhimento e conseguiram retomar vínculos familiares e oportunidades de trabalho.

A iniciativa era mantida com recursos próprios e apoio de colaboradores, sem exposição midiática, refletindo a forma como Betão encarava a filantropia/ Foto: ContilNet

A iniciativa era mantida com recursos próprios e apoio de colaboradores, sem exposição midiática, refletindo a forma como Betão encarava a filantropia: como um dever humano, e não como promoção pessoal.

Com sua morte, o Acre perde não apenas um nome importante da pecuária, mas também um benfeitor silencioso, cuja contribuição social impactou diretamente a vida de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

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