Morreu neste domingo (28), em Rio Branco, Edilberto Afonso de Moraes, conhecido como Betão, um dos nomes mais conhecidos da pecuária acreana. Natural da capital, ele construiu a própria trajetória a partir do trabalho no campo, iniciando como peão e comerciante de gado até se consolidar como produtor rural de referência no estado.
O momento foi compartilhado por Bittar nas redes sociais/Foto: Reprodução
A morte de Betão gerou manifestações de pesar, entre elas a do senador Márcio Bittar, que publicou um vídeo antigo e um texto em homenagem ao amigo. No registro, o parlamentar relembra momentos de convivência e usa tom descontraído para descrever características pessoais de Betão.
“Se engane não, que isso aqui é o maior empresário que eu conheço na minha vida, o cara que consegue pensar negócio, fazer negócio”, afirmou Bittar no vídeo.
Na mensagem escrita que acompanhou a publicação, o senador ressaltou a convivência com o produtor rural. “Hoje, uma lembrança de imensa saudade e gratidão. Encontrei esse vídeo e me lembrei dos grandes e descontraídos momentos que tive a honra de compartilhar com meu amigo Betão”, escreveu. “Essa simplicidade que o vídeo mostra era a essência dele”, acrescentou.
Bittar também destacou a trajetória de Betão no Acre. “Um homem que foi um pioneiro, uma figura única e fundamental na história do nosso Acre, mas que nunca perdeu a humildade e a alegria de viver”, afirmou. “Sou muito grato pela oportunidade de ter convivido com esse ser humano incrível, de aprender com sua sabedoria e de poder chamá-lo de amigo”, completou.
Reconhecido pelo perfil discreto, Betão teve atuação contínua no setor agropecuário, com geração de empregos e investimentos ao longo de décadas no Acre. Casado, pai e avô, mantinha forte vínculo com a família e com a terra, especialmente com a Fazenda Piracema, onde iniciou sua história no campo e que se tornou referência em sua trajetória.
