Bocalom está torcendo para ir ao 2º turno em 2026 e ter o apoio de Mailza

Além disso, se for candidato, o prefeito deve empurrar a eleição para o segundo turno, por conta do número de postulantes

Há quem subestime a possível candidatura do prefeito Tião Bocalom ao Governo em 2026. Eu não faço isso, por dois motivos consideráveis.

Apesar de não estar à frente nas pesquisas, Bocalom aparece em segundo lugar nas intenções de voto — atrás de Alan Rick — e disputa o voto da direita bolsonarista, que é maioria no Acre, no próximo pleito. Além disso, se for candidato, o prefeito deve empurrar a eleição para o segundo turno, por conta do número de postulantes.

Bocalom durante entrevista ao ContilNet/Foto: Giovanni Amaral

Em entrevista ao ContilNet, Bocalom mostrou que esse cenário não está longe do que ele vislumbra:

“Tudo vai depender do ano que vem. Sonho é uma coisa. Realizar o sonho é outra coisa. Eleição é eleição. Cada cabeça é uma sentença. Todos têm direito [de se candidatar]. Como é uma eleição de dois turnos, não vejo nenhum problema em ter três candidaturas. Se ninguém ganhar no primeiro turno, no segundo turno se junta todo mundo e a direita toda. Quem vai dizer isso é a eleição, na hora da eleição aparece tudo: aí vamos ver quem é direita, esquerda, quem faz jogo duplo”, argumentou o prefeito ao ser questionado sobre a chance de abrir mão de uma candidatura para apoiar outro nome da direita.

Se o que projetam as pesquisas se concretizar e Bocalom for para o segundo turno com Alan Rick, o prefeito espera, por óbvio, ter o apoio da vice-governadora Mailza Assis — que terá o governo nas mãos e será candidata, com crescimento nas pesquisas.

Sei que tudo pode mudar, porque eleição no Acre é como nuvem, mas Bocalom sabe que não é impossível ter o apoio da vice-governadora em 2026 e, por isso, tem elogiado Mailza e, inclusive, validado sua candidatura, assim como a dos demais.

Caso o prefeito fosse para um 2º turno com Alan, Mailza certamente apoiaria Bocalom, pela proximidade e pela história que os dois construíram, principalmente. O governador Gladson Cameli, que tem capitaneado essas discussões, já disse que o grupo precisa estar unido em 2026.

Candidatura é certa, dizem aliados

Ainda que nada esteja definido sobre 2026, aliados de Bocalom já dão como certa sua candidatura ao Governo. Alguns, inclusive, já o chamam de governador.

Bocalom pode ter o apoio de Alysson

Não menos importante: na possibilidade de se afastar do cargo de prefeito, Bocalom também pode ter o apoio de seu vice-prefeito, Alysson Bestene, que vai ocupar a cadeira.

Digo que ele pode ter o apoio porque Alysson é do partido de Mailza, o PP, e sempre foi o braço direito de Gladson.

Bocalom e Mailza/Foto: Reprodução

O histórico de Alysson na política mostra que ele sempre foi uma pessoa muito querida, sério e de compromisso. Se deu a palavra para Bocalom, vai cumprir.

Vale destacar que o vice-prefeito nunca falou publicamente sobre o assunto.

Andanças

Mesmo em um cenário de indecisões, Bocalom segue com suas andanças pelo estado, divulgando seu nome e com estratégias pensadas — ainda que muita gente não veja.

O velho Boca já viveu poucas e boas quando o assunto é eleição e, por isso, não dá ponto sem nó.

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