Durante participação no Em Cena, podcast do ContilNet, nesta segunda-feira (1), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, respondeu às críticas feitas pelo secretário de Governo (Segov), Luiz Calixto, que o classificou como não liberal por não ter privatizado o sistema de abastecimento de água da capital. A declaração de Calixto foi dada no dia 4 de novembro, também durante entrevista ao podcast.
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Bocalom afirmou que o secretário está equivocado e defendeu sua postura diante do tema. Segundo ele, a decisão de manter o serviço sob responsabilidade do município teve como objetivo evitar que a população arcasse com custos mais altos.
“Olha, o nosso querido Bolsonaro é o mais liberal que esse país conhece. E foi ele que aumentou o Bolsa Família. Tem contradição nisso? Não. Sabe por quê? Porque nós estamos pensando, nós somos liberais, mas nós também não queremos que a população sofra. Nós somos um país pobre, e principalmente nós aqui no Acre somos de um Estado pobre. E Rio Branco é a segunda capital mais pobre desse país”, afirmou.
O prefeito disse que privatizar o sistema naquele momento poderia ter provocado aumentos expressivos nas tarifas.
“Você pega e privatiza. Aí o que acontece? Sobe cinco vezes o valor porque do jeito que estava, estava feio. Qualquer empresa que pegasse ia dizer que ia gastar não sei quantos bilhões. Ia cobrar caro o serviço, entendeu? E quem ia sofrer com isso era a população. Então eu segurei essa peteca.”
Bocalom também afirmou que sua visão liberal está relacionada à criação de um ambiente favorável ao setor privado, e não necessariamente a privatizações.
“O mais importante é você saber o que está fazendo para cuidar dos mais pobres e criar oportunidade. O liberal não é aquele que privatiza tudo. O liberal é aquele que cria um ambiente para a iniciativa privada poder ganhar dinheiro, gerar emprego e renda. Coisa que nunca se fez nesse Estado. Nunca se fez. E nós estamos fazendo agora.”
O prefeito ainda reiterou que Calixto, apesar da crítica, o conhece bem.
“Acho que o Luiz está equivocado. Eu não vou dizer que ele errou. Eu acho que ele está equivocado. Ele me conhece há muito tempo e ele sabe que, se existe um cidadão que é liberal nesse Estado aqui, somos dois: eu e o Márcio Bittar. Eu venho da antiga Arena.”
Veja a entrevista na íntegra:
