O olhar de uma cadela que permaneceu ao lado do corpo de seu tutor após a morte dele em uma rodovia mobilizou policiais militares de Epitaciolândia, no interior do Acre. A corporação decidiu adotar o animal após acompanhá-la durante a ocorrência no km 5 da BR-317, entre Epitaciolândia e Xapuri. A vítima, Raimundo Moura da Silva, de 51 anos, teve um mal súbito e morreu no local.

A cadelinha foi adotada após ser encontrada pelos policiais/Foto: Alexandre Lima
Segundo o soldado Francisco Coelho de Oliveira Neto, que atendeu a ocorrência, a cadela não saiu de perto do tutor enquanto o corpo aguardava a chegada do Instituto Médico Legal (IML). Mesmo após a remoção, o animal permaneceu no ponto onde Raimundo caiu, desorientado e sem reagir. Em determinado momento, chegou a deitar no meio da rodovia, aumentando o risco de novos acidentes.
A equipe temia que o comportamento da cadela pudesse gerar algum problema durante a remoção do corpo, mas ela permaneceu imóvel, lambendo o tutor e demonstrando confusão com a situação. A cena sensibilizou os policiais, que decidiram levá-la ao quartel e torná-la mascote da unidade. As informações são do g1 Acre.
De acordo com o soldado, Alfa, nome sugerido por ele, em referência ao ambiente militar, passou a integrar a rotina da corporação, que já conta com dois cães do Grupo de Operações com Cães (GOC). A cadela recebeu atendimento de uma sargento veterinária e está abrigada na recepção do batalhão, onde permanece sob cuidados.
A corporação informou que Alfa continuará no quartel até que algum familiar da vítima procure pelo animal no batalhão localizado na Avenida Rui Lino, centro de Brasiléia. Enquanto isso, segue sendo alimentada, hidratada e monitorada pela equipe. As informações são do g1 Acre.
