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Câmara quer aumentar emendas e mira R$ 1,5 milhão para cada vereador em 2026

Por Suene Almeida, ContilNet

A Câmara Municipal de Rio Branco busca tentar elevar o valor das emendas impositivas destinadas a cada vereador para o exercício legislativo de 2026. Atualmente estipuladas em cerca de R$ 1,1 milhão por parlamentar, as emendas podem chegar a aproximadamente R$ 1,5 milhão, caso o Legislativo consiga aplicar o percentual de 2% do orçamento municipal.

Atualmente estipuladas em cerca de R$ 1,1 milhão por parlamentar/Foto: ContilNet

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereador Aiache, explicou que o cálculo previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e no orçamento em discussão aponta para esse novo valor.

Segundo ele, ampliar o montante é fundamental para atender demandas onde o poder público não tem alcançado.

“Eu acho que 2% que está na lei, 2% que está na LDO também. Dá em torno de R$ 1,5 milhão. É uma discussão, até porque as emendas são muito importantes, chegam onde o Estado não chega. O vereador que está na linha de frente sabe a dificuldade e precisa dessas emendas para destinar a locais onde o Estado não está chegando”, afirmou.

Aiache reconheceu que há resistência do Executivo em ampliar o volume financeiro destinado às emendas, já que isso reduz a margem de gestão direta da prefeitura sobre o orçamento.

“A prefeitura diz que não quer fechar em R$ 1 milhão para vocês. Sempre tem esse diálogo, assim como no Estado, onde querem aumentar para R$ 5 milhões. Quem gere o recurso quer ficar com o recurso para gerenciar e executar suas prioridades. Se eu estivesse lá, também queria. Mas existem as nossas prioridades”, pontuou.

Prefeitura questiona percentual e defende interpretação jurídica

O articulador institucional da prefeitura, Rennan Biths, participou das discussões e ressaltou que a legislação não define o valor das emendas, mas sim o percentual do orçamento que deve ser destinado a elas.

Segundo ele, há uma divergência jurídica sobre qual interpretação deve prevalecer: se o percentual de 2% previsto na Constituição deve ser aplicado integralmente aos municípios ou se deve ser ajustado para 1,55%, considerando entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O debate das emendas, por lei, não está fundamentado em valores, mas em percentual do orçamento. A Constituição indica 2% das emendas federais, mas lá existem duas casas legislativas. O STF entende que câmaras municipais e assembleias são equiparadas apenas à Câmara Federal, não ao conjunto das duas casas. Então, com esse entendimento, o percentual seria 1,55%, e não 2%”, explicou.

Ele afirma que, caso prevaleça a interpretação de que o percentual deva ser aplicado integralmente, o valor pode se aproximar dos R$ 1,5 milhão defendidos pelos vereadores. Caso contrário, o montante ficaria menor. “Nós temos aqui uma discussão de entendimento da norma. E é esse debate que vamos fazer hoje e amanhã na Casa”, disse.

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