O levantamento mais recente da Secretaria de Estado de Planejamento do Acre (Seplan) mostra que montar a ceia de Natal em Rio Branco, em 2025, exigiu escolhas mais cuidadosas do consumidor. A pesquisa identificou que, embora alguns produtos do dia a dia tenham ficado mais baratos, itens tradicionais das festas de fim de ano apresentaram aumentos relevantes, o que elevou o custo final das compras.
O estudo foi realizado pelo Departamento de Estudos, Pesquisas e Indicadores (Deepi) entre os dias 5 e 9 de dezembro, com coleta de preços em oito pontos comerciais da capital, entre supermercados e atacarejos. Ao todo, 45 produtos típicos da ceia foram avaliados e organizados em seis grupos. A análise considerou a diferença de preços entre dezembro de 2024 e o mesmo período de 2025.
Entre os alimentos básicos, o consumidor encontrou alívio em parte da lista. O arroz tipo 1 liderou as quedas, com redução superior a 35%, sendo o item que mais barateou no período. Outros produtos também apresentaram recuo expressivo, como o panetone de chocolate e a farinha de mandioca. Ainda assim, a categoria não foi marcada apenas por quedas. Produtos como azeitonas e óleo de soja registraram aumentos significativos, com destaque para a azeitona preta com caroço, que teve a maior alta do grupo.
As carnes, por outro lado, foram responsáveis por pressionar o orçamento. Cortes tradicionais das festas de fim de ano ficaram mais caros, especialmente o bacalhau, que teve aumento superior a 20% no preço médio. Peru e chester também registraram reajustes acima de dois dígitos. Apenas alguns itens, como frango, lombo e pernil sem osso, apresentaram pequenas reduções, sem impacto relevante no custo total da ceia.
No grupo dos frios, o principal destaque foi o queijo, que apresentou queda acentuada de preço em relação ao ano anterior. Em sentido contrário, presunto e salame ficaram mais caros, ainda que com reajustes mais moderados quando comparados às carnes.
As frutas, em sua maioria, ficaram mais acessíveis ao consumidor em 2025. Produtos como melão e laranja tiveram reduções expressivas. Já a pera e o abacaxi seguiram na contramão, com aumento de preços. Situação semelhante foi observada nas frutas em calda, onde o abacaxi apresentou forte queda, enquanto figo e pêssego tiveram elevação. No setor de bebidas, o cenário foi predominantemente de alta, com reajustes percebidos principalmente na sidra e nos refrigerantes.
A pesquisa também chamou atenção para a grande diferença de valores praticados entre os estabelecimentos. A pera foi o item com maior disparidade, com variação superior a 230% entre o menor e o maior preço encontrado. Outros produtos, como azeitona verde, azeite extra virgem, lentilha e milho verde, também apresentaram oscilações expressivas. No caso do bacalhau, os preços variaram de R$ 159 a R$ 303,99 o quilo, dependendo do local de compra.
Por outro lado, alguns itens apresentaram comportamento mais estável, com pouca variação entre os pontos pesquisados, como as azeitonas pretas e o óleo de soja.
Para a Seplan, os dados indicam que o consumidor que pesquisou conseguiu economizar em itens básicos e em parte dos produtos tradicionais, mas precisou de atenção redobrada na escolha de carnes especiais, frios e bebidas. A orientação é comparar preços e planejar as compras para reduzir o impacto das altas registradas em parte da ceia natalina deste ano.
