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Centrão pressiona, mas Motta promete cumprir acordo com PT pelo TCU

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Centrão pressiona, mas Motta promete cumprir acordo com PT pelo TCU

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem resistido à pressão do Centrão para romper o acordo com o PT e apoiar um nome de outro partido como indicado da Casa ao Tribunal de Contas da União (TCU).

A lideranças do Centrão que o procuram, Motta tem dito ser um “homem de acordos” e que pretende manter o acerto com o PT, apesar de ter cortado relações com o atual líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

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O presidente da Câmara, Hugo Motta

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo2 de 3

Gleisi Hoffmann e Hugo Motta

Gil Ferreira/SRI3 de 3

Gleisi Hoffmann e Hugo Motta

Gil Ferreira/SRI

Caciques de partidos do Centrão têm pressionado o presidente da Câmara a desfazer o acordo com o PT para a indicação ao TCU usando as emendas parlamentares como principal argumento.

Lideranças do grupo avaliam que seria um erro a Casa indicar para a Corte de Contas, que fiscaliza os recursos, um nome ligado ao governo Lula e crítico da impositividade das emendas.

O argumento é semelhante ao usado por parte dos senadores para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. A Corte é responsável por julgar a legalidade das emendas e tem comprado brigas com o Congresso sobre o tema.

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O favorito dentro do PT para ser o candidato de Motta ao TCU é o deputado Odair Cunha (MG). A próxima vaga no tribunal será aberta em fevereiro de 2026, quando o ministro Aroldo Cedraz se aposentará compulsoriamente.

Como mostrou a coluna, partidos como União Brasil, PSD e PP avisaram Motta não ter acordo com o PT e que deputados dessas siglas apresentarão seus próprios nomes para a vaga na Corte de Contas.

Entre os nomes do Centrão interessados na indicação ao TCU estão os deputados federais Pedro Paulo (PSD-RJ), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA) e Danilo Forte (União-CE).

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