As fortes chuvas registradas em Rio Branco já deixaram mais de 30 famílias desabrigadas e desalojadas, segundo a Defesa Civil de Rio Branco. A situação permanece crítica e a estimativa é que o número de famílias acolhidas em abrigos chegue a 50 ou até 60 até o fim do dia, em razão da elevação contínua do Rio Acre e da previsão de novas chuvas.

Defesa Civil alerta que número de famílias em abrigos pode chegar a 60 diante da continuidade das chuvas/Foto: Reprodução
De acordo com o tenente-coronel e coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, o volume de chuva registrado foi extremamente elevado em um curto período. Ele explicou que 171 milímetros caíram em apenas 17 horas, o equivalente a 19 dias de chuva do mês de dezembro, provocando uma série de transtornos em diferentes regiões da cidade.
Entre os impactos registrados estão transbordamentos de igarapés, alagamentos, desmoronamentos de terra, comprometimento de edificações, rompimento de vias públicas e quedas de postes de energia, o que levou à mobilização total do aparato operacional da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.
Somente no dia anterior, foram abrigadas 10 famílias, cerca de 37 pessoas, além da retirada direta de três famílias pelas equipes de resgate. Outras 17 a 18 famílias deixaram suas residências por conta própria, elevando o total para mais de 30 famílias desabrigadas e desalojadas.
Rio Acre segue em elevação
O cenário se agravou na manhã deste sábado (27) com o transbordamento do Rio Acre, que segue em elevação ao longo do dia. Conforme boletim da Defesa Civil, o nível do rio marcou 13,73 metros às 5h26, subiu para 14,00 metros às 9h, chegou a 14,14 metros ao meio-dia e atingiu 14,30 metros às 15h, mantendo tendência de alta.
Com o avanço das águas, a Defesa Civil iniciou novas retiradas de famílias e ampliou a estrutura de acolhimento, com a montagem de abrigos no Parque de Exposições e a abertura de escolas para receber a população afetada.
A previsão de chuvas para os próximos dias mantém o estado de alerta. As equipes seguem mobilizadas e preparadas para retirar mais famílias, caso o nível do rio continue subindo.
