As fortes chuvas registradas nas últimas horas em Rio Branco provocaram um cenário crítico e forçaram a mobilização total da Defesa Civil municipal. De acordo com o coordenador do órgão, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Cláudio Falcão, o volume acumulado chegou a 171 milímetros em apenas 17 horas, o que equivale a 19 dias de chuva do mês de dezembro concentrados em menos de um dia.
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Segundo Falcão, a intensidade das precipitações gerou uma série de ocorrências simultâneas, como transbordamento de igarapés, alagamentos em diversos bairros, desmoronamentos de terra, comprometimento de edificações, rompimento de vias públicas e queda de postes de energia, causando transtornos em várias regiões da cidade.
Diante da situação, a Defesa Civil precisou acionar todo o aparato operacional para retirar famílias das áreas atingidas e providenciar acolhimento emergencial. Somente no dia anterior, 10 famílias, cerca de 37 pessoas, foram levadas para abrigos oficiais. Além disso, outras três famílias foram retiradas diretamente pela Defesa Civil em conjunto com o Corpo de Bombeiros, enquanto 17 a 18 famílias deixaram suas casas por conta própria.
Com isso, o número de pessoas entre desalojadas e desabrigadas já ultrapassa 30 famílias, e a tendência é de aumento. Ainda na manhã de sábado, o Rio Acre transbordou, o que levou ao início da retirada das primeiras famílias das áreas ribeirinhas, ampliando a demanda por espaços de acolhimento.
Para atender a situação, a Defesa Civil iniciou a montagem da estrutura de abrigos no Parque de Exposições, que deverá receber um grande número de famílias. Enquanto o espaço é preparado, escolas estão sendo abertas de forma emergencial para garantir o acolhimento imediato dos atingidos.
A expectativa da coordenação municipal é que, mantendo-se o cenário atual, o dia seja encerrado com entre 50 e 60 famílias em abrigos. Em declaração anterior, ainda no mês de novembro, Cláudio Falcão já havia alertado que o cenário observado em 2025 se assemelha ao vivido em 2024, ano da segunda maior enchente já registrada na capital acreana.
A Defesa Civil segue monitorando o nível do Rio Acre e as áreas de risco, mantendo o estado de atenção máxima diante da possibilidade de novos agravamentos.
