Como votou cada deputado do Acre na decisão que suspendeu Glauber Braga e enterrou a cassação

A proposta de suspensão foi articulada pelo deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e contou com apoio de siglas variadas, como PSD e MDB

A Câmara dos Deputados decidiu na quarta-feira (10) encerrar o processo contra Glauber Braga, do PSOL do Rio de Janeiro, com uma suspensão de seis meses. A votação, que acabou sepultando a possibilidade de cassação, teve 318 votos favoráveis e 141 contrários, além de três abstenções.

Glauber Rocha é deputado federal pelo PSol/Foto: Agência Brasil

A punição alternativa entrou em cena depois que o PSOL apresentou um destaque para impedir a perda definitiva do mandato. Glauber era alvo de representação por quebra de decoro após o episódio em que discutiu e partiu para a agressão contra Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre, dentro do Congresso.

Como votou a bancada do Acre

Dos oito deputados federais acreanos, sete acompanharam a maioria e optaram pela suspensão. Apenas Ulysses Araújo, do União Brasil, votou contra a medida alternativa.

A escolha por uma punição intermediária ocorreu porque, na primeira fase das deliberações, o plenário já havia demonstrado resistência à cassação. A preferência apresentada substituía a perda do mandato por uma suspensão temporária e recebeu 226 votos, enquanto 220 parlamentares defenderam manter a cassação em análise. Como qualquer uma das duas saídas exigia no mínimo 257 votos para prosperar, deputados que defendiam uma punição mais dura avaliaram que era melhor garantir algum tipo de sanção do que correr o risco de absolvição.

A proposta de suspensão foi articulada pelo deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e contou com apoio de siglas variadas, como PSD e MDB.

Com a decisão final, Glauber Braga não perde os direitos políticos, mas deve permanecer afastado das atividades parlamentares pelos próximos seis meses.

Veja os votos:

Antônia Lúcia (Republicanos) — Sim

 

Coronel Ulysses (União Brasil) — Não

 

Eduardo Velloso (União Brasil) — Sim

 

Meire Serafim (União Brasil) — Sim

 

Roberto Duarte (Republicanos) — Sim

 

Socorro Neri (PP) — Sim

 

Zé Adriano (PP) — Sim

 

Zezinho Barbary (PP) — Sim

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