O primeiro suplente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), foi um dos responsáveis por assinar os atos que resultaram na cassação dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-SP), ambos do mesmo partido. A assinatura chamou atenção por partir de um correligionário e expôs divergências internas dentro do PL.
Rodrigues integra a ala governista da legenda e quase foi expulso do partido ao longo deste ano, após criticar publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sair em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, figura constantemente atacada por aliados do bolsonarismo. As declarações provocaram forte reação interna, mas não avançaram para uma punição formal.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, atuou nos bastidores para impedir a expulsão do parlamentar. Aliados apontam que a amizade antiga entre os dois foi determinante para que a sigla recuasse e mantivesse Rodrigues em seus quadros, apesar do desgaste político.
Veja quem assinou e quem não assinou os atos da Mesa Diretora
A Mesa Diretora da Câmara é composta por sete membros titulares, dos quais três não colocaram seus nomes nos atos. Três deles não assinaram. Além de Altineu, também não colocaram seu nome: Elmar Nascimento (União-BA) e Sergio Souza (MDB-PR).
Membros da Mesa Diretora que apoiaram as cassações de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem:
• Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente;
• Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário;
• Lula da Fonte (PP-PE), segundo-secretário;
• Delegada Katarina (PSD-SE), terceira-secretária;
• Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), primeiro suplente;
• Paulo Folleto (PSB-ES), segundo suplente;
• Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES), terceiro suplente.
Câmera cassa mandato de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados oficializou nesta quinta-feira (18) a cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).
No caso de Eduardo Bolsonaro, a cassação ocorre por acúmulo de faltas não justificadas às sessões da Câmara, já que o deputado está fora do país há meses sem autorização para exercer o mandato remotamente, ultrapassando o limite permitido pelo regimento interno da Casa.
Já Alexandre Ramagem perde o mandato em razão de uma condenação criminal definitiva no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Com o trânsito em julgado da sentença, a Câmara é obrigada a declarar a perda do mandato.
Leia mais:
- Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem; saiba os motivos
- Eduardo Bolsonaro já tem faltas suficientes para ter mandato cassado
- Ramagem diz que fugiu do Brasil para evitar que filhas vissem sua prisão e afirma estar ‘seguro’ nos EUA

