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Criminosos clonam WhatsApp, usam voz da vítima e aplicam golpe em família no Acre

Por Vitor Paiva, ContilNet

A servidora da Prefeitura de Rio Branco e professora Rila Freze foi vítima de um golpe aplicado por criminosos por meio do WhatsApp, na última terça-feira (16). A ação resultou na perda de acesso ao aplicativo e em prejuízo financeiro causado após familiares serem induzidos a realizar transferências bancárias.

A mulher teria tido o WhatsApp clonado/Foto: Reprodução

Segundo o relato da vítima, o golpe teve início após ela receber uma mensagem pelo Instagram de uma pessoa que se passou por uma amiga, solicitando ajuda para votar em uma suposta pesquisa online. Após aceitar colaborar, a professora recebeu uma ligação de um número com DDD do Acre. Durante a chamada, os criminosos pediram a confirmação de um código, alegando que seria necessário para validar o voto.

Após informar o código exibido na tela do celular, Rila perdeu completamente o acesso à conta do WhatsApp. Em seguida, familiares passaram a receber mensagens e áudios com a voz da vítima solicitando dinheiro. Um dos contatos foi direcionado ao filho da professora, que estuda fora do estado, e realizou uma transferência no valor de R$350, acreditando estar ajudando a mãe.

Somente após a transferência o jovem desconfiou da situação e conseguiu contato com a professora por outro meio, momento em que ambos constataram que se tratava de um golpe. De acordo com a vítima, o PIX foi enviado para um local identificado como Joinville, em Santa Catarina. Os criminosos também tentaram obter valores direcionados a uma suposta instituição que, posteriormente, foi identificada como inexistente.

A tentativa de golpe aconteceu na ultima terça-feira (26)/Foto: Reprodução

Sem acesso ao WhatsApp, a professora utilizou o Instagram para alertar amigos e familiares sobre o golpe, com o objetivo de evitar novas vítimas. Ela registrou boletim de ocorrência e informou que tenta resolver a situação junto à operadora telefônica.

Rila Freze relatou que a ação não se assemelha a uma simples clonagem, mas à transferência do aplicativo para outro aparelho.
“Meu filho estuda fora, eu economizo cada centavo. Ele achava que estava mandando dinheiro para mim, mas era para os golpistas. A sensação é de ter sido assaltada virtualmente”, afirmou.

 

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