Cruzeiro do Sul encerrou o mês de novembro de 2025 com índices de chuva inferiores ao esperado, acompanhando o cenário observado em diversas regiões do Acre. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que o acumulado pluviométrico ficou abaixo da média histórica, evidenciando um período mais seco e marcado por maior irregularidade nas precipitações.
Cruzeiro do Sul fecha novembro com chuvas abaixo da média e recordes de calor e vento/Foto: Reprodução
Embora o município costume apresentar volumes de chuva superiores aos de outras áreas do estado, novembro foi caracterizado por instabilidade. Os dias chuvosos foram menos frequentes e longos períodos de estiagem se alternaram com pancadas intensas e isoladas, comportamento típico da fase de transição para a estação mais chuvosa na Amazônia Ocidental.
As temperaturas também chamaram atenção. No dia 8, Cruzeiro do Sul registrou 36,2 °C, a maior marca do Acre no mês. Em contrapartida, as mínimas se aproximaram dos 20 °C em alguns momentos, resultado de noites mais estáveis e da menor ocorrência de temporais.
Outro dado relevante veio do aeroporto local: no dia 4 de novembro, uma rajada de 55,6 km/h foi registrada, tornando-se a maior velocidade de vento observada no estado durante o período.
Especialistas atribuem a irregularidade climática às influências do El Niño e às mudanças nos padrões atmosféricos da Amazônia. Segundo pesquisadores, esses fatores têm modificado o comportamento das chuvas desde o início do segundo semestre, provocando desde reduções de precipitação até oscilações mais acentuadas nos fenômenos meteorológicos regionais.
