O deputado federal Coronel ChrisĂłstomo (PL-RO) apresentou, nesta segunda-feira (22), um projeto de lei que ficou conhecido nos bastidores do Congresso como âlei anti-Bruno Henriqueâ. A proposta altera a Lei Geral do Esporte e cria o crime de manipulação de resultado esportivo, com penas que variam de dois a seis anos de prisĂŁo, alĂ©m de multa.
Embora o texto não mencione diretamente o nome do atacante do Flamengo, o parlamentar deixa claro que a medida busca coibir pråticas como o forçamento deliberado de cartÔes amarelos para influenciar apostas esportivas, exatamente o ponto central do caso envolvendo o jogador em 2023.
Pelo projeto, atletas poderão ser punidos caso manipulem o jogo ou recebam puniçÔes de forma intencional com o objetivo de alterar o andamento da partida, interferir em mercados de apostas ou obter vantagem financeira para si ou terceiros.
âNo entanto, quando atletas recorrem a artimanhas como o recebimento deliberado de puniçÔes, como cartĂ”es amarelos intencionais, essa herança Ă© brutalmente corroĂda, abalando a credibilidade nĂŁo apenas do futebol, mas de todos os esportesâ, afirmou ChrisĂłstomo na justificativa da proposta.
Contexto do caso
Bruno Henrique foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após admitir que avisou familiares sobre a intenção de forçar um cartão amarelo em uma partida do Campeonato Brasileiro. No entanto, o caso avançou na esfera criminal.
No inĂcio de dezembro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos TerritĂłrios (TJDFT) tornou o atacante rĂ©u por estelionato, apĂłs aceitar recurso do MinistĂ©rio PĂșblico do Distrito Federal e TerritĂłrios (MPDFT). Se condenado, ele pode pegar atĂ© cinco anos de prisĂŁo.
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