Ícone do site ContilNet Notícias

Enel diz que trabalha em ‘operação de guerra’, mas segue sem previsão para voltar a energia total em SP

Por

enel-diz-que-trabalha-em-‘operacao-de-guerra’,-mas-segue-sem-previsao-para-voltar-a-energia-total-em-sp

Enel diz que trabalha em ‘operação de guerra’, mas segue sem previsão para voltar a energia total em SP

A Enel São Paulo segue em operação de emergência para restabelecer a energia na capital e na Grande São Paulo após a tempestade que provocou ventos de quase 100 km/h e destruiu parte significativa da rede elétrica. Segundo o diretor regional da companhia, Marcelo Puertas, ainda há 1,4 milhão de imóveis sem luz nesta quinta-feira (11).

No momento mais crítico da madrugada, o apagão atingiu 2,2 milhões de clientes. Desde então, as equipes conseguiram reduzir o total de afetados em cerca de 35%. “O que enfrentamos não foi uma tempestade comum. Foram horas seguidas de rajadas acima do normal, com grande volume de quedas de árvores sobre a rede”, explicou Puertas ao Live CNN.

Rede destruída e logística pesada

Com postes arrancados, transformadores destruídos e cabos rompidos, técnicos afirmam que muitos pontos precisarão ser reconstruídos do zero. “Um poste pesa uma tonelada e meia. Não é algo que se levanta rapidamente. Requer guindaste, equipe completa e condições de acesso”, disse o diretor, ressaltando a dificuldade de chegar a regiões tomadas por árvores caídas.

Para acelerar o atendimento, a empresa mobilizou 1.600 equipes e montou um esquema de turnos contínuos — trabalhadores entram às 6h, 15h e 22h para manter o serviço ativo 24 horas por dia.

Reflexos de 2023 e novos investimentos

Após o apagão de novembro do ano passado, Puertas afirma que a Enel reforçou a estrutura de atendimento. A companhia contratou 1.200 novos eletricistas e está concluindo a entrada de outros 400. O programa de poda também foi ampliado, com expectativa de chegar a 700 mil árvores podadas em 2024.

Entre os investimentos, estão novos equipamentos de telecontrole, que isolam falhas mais rapidamente, e a ampliação do uso de motoeletricistas, que conseguem acessar locais bloqueados pelo trânsito. A previsão de investimentos entre 2025 e 2027 é de R$ 10,4 bilhões.

Consumidores que dependem de energia para equipamentos médicos seguem com prioridade no chamado cadastro de sobrevida, que permite até o envio de geradores. Já quem perdeu alimentos ou medicamentos pode solicitar indenização nos canais oficiais da empresa.

Leia mais:

Sair da versão mobile