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Enem PPL tem maior número de detentos inscritos da história no Acre

Por Redação ContilNet

O Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) registrou recorde de inscritos no Acre em 2025, conforme balanço divulgado pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). Ao todo, 833 detentos participaram da edição, número que representa um crescimento de quase 70% em comparação ao ano anterior. A aplicação das provas ocorreu nos dias 16 e 17 de dezembro, dentro das unidades prisionais do estado, seguindo os mesmos critérios de elaboração e correção do exame regular, conforme normas do Ministério da Educação (MEC). A diferença está apenas na logística, adaptada à rotina do sistema prisional.

No Acre, o Enem PPL é realizado anualmente e é considerado uma das principais ferramentas de acesso à educação formal para pessoas em cumprimento de pena. Com a nota obtida, os participantes podem concorrer posteriormente a vagas no ensino superior por meio de programas federais como Sisu, Prouni e Fies.

Ao todo, 833 detentos participaram do exame aplicado nos dias 16 e 17 de dezembro/Foto: Ilustrativa

 Segundo a Divisão de Educação Prisional, o crescimento no número de inscritos está diretamente ligado a mudanças recentes na legislação, que passaram a permitir a participação de candidatos que ainda não concluíram o ensino médio. Com isso, internos com ensino médio incompleto ou ensino fundamental completo também puderam se inscrever.

A chefe da divisão, Margarete Frota, explicou, em entrevista ao G1, que parte dos participantes busca utilizar a nota para ingresso em cursos superiores, enquanto outros têm como objetivo a certificação do ensino médio, ampliando as possibilidades educacionais após o cumprimento da pena.

Prova foi aplicada dentro das unidades prisionais e segue critérios do Enem regular/Foto: Ilustrativa

A iniciativa é tratada como uma ação-piloto no sistema prisional acreano. Conforme explicou Margarete Frota, o projeto foi estruturado com o uso de tablets configurados exclusivamente para fins acadêmicos, sem acesso à internet, garantindo segurança e monitoramento durante os estudos.

“Os caminhos e as rotinas estão sendo construídos para que o aluno cumpra todas as etapas exigidas pela universidade”, afirmou.

Para os detentos, o Enem PPL representa mais do que uma prova: tem se consolidado como um instrumento de ressocialização, oferecendo novas perspectivas e a possibilidade de reconstrução de trajetórias por meio da educação.

Com informações do G1

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