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‘Esperma de salmão’: biomédica explica o tratamento estético que virou febre entre famosos

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‘Esperma de salmão’: biomédica explica o tratamento estético que virou febre entre famosos

O chamado “esperma de salmão” se consolidou como uma das tendências mais comentadas da estética após ganhar adesão de artistas e influenciadores no Brasil e no exterior. Apesar do nome popular e polêmico, o tratamento tem base científica e utiliza o PDRN (Polydeoxyribonucleotide), um ativo regenerativo derivado do DNA do salmão, amplamente empregado na medicina regenerativa.

Segundo a biomédica esteta Gabriela Moore, o PDRN é biocompatível com o organismo humano e atua estimulando os próprios mecanismos naturais de regeneração da pele. “O PDRN é uma fração purificada de polinucleotídeos extraídos do DNA do salmão. Ele não preenche nem estica a pele. O que ele faz é ativar os mecanismos biológicos naturais de regeneração”, explica.

Como o PDRN age na pele

Do ponto de vista científico, o PDRN atua principalmente por dois mecanismos: a ativação dos receptores de adenosina A2A, que estimulam a proliferação celular, e o fornecimento de nucleotídeos, que auxiliam na reparação do DNA celular.

“Na prática, observamos estímulo à atividade dos fibroblastos, aumento da síntese de colágeno e elastina, melhora da microcirculação e redução de processos inflamatórios locais”, detalha Gabriela Moore. “Ele não cria volume e não muda traços. A melhora acontece de dentro para fora, respeitando o tempo biológico da pele”, reforça.

Mudança de paradigma na estética

Para a biomédica, a popularização do tratamento entre famosos reflete uma transformação no conceito de beleza. “Estamos vivendo uma mudança de paradigma. Muitos pacientes passaram a rejeitar procedimentos que alteram a fisionomia ou deixam resultados artificiais”, avalia.

“O diferencial do PDRN e de outros tratamentos regenerativos é que eles não geram volume, não alteram a anatomia facial e não congelam expressões. O foco não é o efeito imediato, e sim a regeneração tecidual ao longo do tempo”, explica.

Os famosos que aderiram ao PDRN

Diversas celebridades já revelaram publicamente o uso do tratamento, cada uma com expectativas e experiências diferentes.

A humorista Tatá Werneck afirmou que evita procedimentos invasivos e prefere abordagens progressivas. “Nunca fiz botox, nem preenchimento, porque não sou uma pessoa imediatista. Busco procedimentos a longo prazo que vão regenerar minha pele”, disse ao comentar sua adesão ao PDRN.

O influenciador Carlinhos Maia também investiu no tratamento facial com PDRN e destacou os benefícios biológicos. Segundo ele, o procedimento tem como foco o estímulo de colágeno e elastina, além da melhora da saúde da pele.

Já a atriz norte-americana Jennifer Aniston revelou ter feito o procedimento, mas com ressalvas. “Primeiro, eu perguntei: ‘é sério?’ Como vocês tiram o esperma do salmão?”, contou em entrevista ao Wall Street Journal. A atriz afirmou que não percebeu grandes diferenças no resultado final.

No Brasil, a influenciadora Virginia Fonseca compartilhou o momento do procedimento nas redes sociais. “Vamos desinflamar minha pele… Passando o tão famoso esperma de salmão… Aí é loucura. Me mimei”, disse ao mostrar a aplicação do produto.

Gkay, conhecida por ser adepta de procedimentos estéticos, aprovou o resultado. “Olha minha pele, já está com viço. Laser babado. Estou chocada. O resultado é imediato”, afirmou durante a aplicação no rosto.

Benefícios e tempo de resposta

Entre os principais benefícios observados clinicamente estão a melhora da hidratação profunda, aumento da luminosidade e do viço, textura mais uniforme, redução do aspecto opaco e melhora gradual da elasticidade e firmeza.

“Alguns pacientes percebem melhora do viço e da hidratação nas primeiras semanas”, explica Gabriela Moore. “Os efeitos regenerativos mais profundos costumam aparecer entre 30 e 60 dias, dependendo do protocolo e da resposta individual da pele”, completa.

Segurança, contraindicações e alerta

Apesar da fama, a biomédica reforça que o termo “esperma de salmão” é apenas popular. “O nome correto é PDRN. Esse apelido chama atenção, mas também gera muita desinformação”, alerta.

Quando usados corretamente, com produtos aprovados e por profissionais habilitados, os ativos regenerativos apresentam alto perfil de segurança. No entanto, existem contraindicações, como gestantes, lactantes, pessoas com doenças autoimunes ativas, infecções locais ou histórico de hipersensibilidade.

“A Anvisa não permite a aplicação injetável de PDRN ou PN. No Brasil, o uso é autorizado apenas via drug delivery, e isso precisa ser respeitado”, destaca Gabriela.

Para quem o tratamento é indicado

O tratamento é indicado principalmente para peles que perderam viço, hidratação e capacidade de regeneração, algo comum a partir dos 35 ou 40 anos, mas que pode ocorrer mais cedo devido ao estresse, exposição solar excessiva ou alterações hormonais.

“Pode ser feito tanto de forma preventiva quanto para tratar sinais já instalados do envelhecimento. Os protocolos são individualizados, porque cada pele e cada resposta celular são únicas”, conclui a biomédica.

Biomédica Esteta Gabriela Moore - Foto: arquivo pessoal

Biomédica Esteta Gabriela Moore – Foto: arquivo pessoal

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