Estudantes de 24 escolas de ensino médio do Acre irão às urnas nesta sexta-feira (5) para escolher os novos representantes do Programa Jovem Parlamentar Acreano (PJPA). A iniciativa busca aproximar os jovens do funcionamento do Poder Legislativo, incentivando a participação cidadã e o protagonismo estudantil por meio de uma vivência democrática real.
O programa é desenvolvido pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), por meio da Escola do Legislativo Deputado Edson Cadaxo, e conta com apoio do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) e da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE). Nesta edição, há candidatos de 17 municípios, incluindo Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Marechal Thaumaturgo, Rio Branco e Tarauacá.
Vivência democrática visa transformar a relação da juventude com a política. Foto: Arquivo Secom
A votação desta sexta é a etapa final de um processo que começou meses atrás, quando os estudantes produziram redações para concorrer às vagas. As escolas enviaram os textos para avaliação da SEE e da Aleac, e as unidades com as melhores notas garantiram participação na etapa eleitoral. Em locais com baixa adesão, vagas foram preenchidas por autores das redações mais bem avaliadas no estado.
Em algumas escolas, como a Jairo de Figueiredo Melo, em Jordão, a disputa está movimentando toda a comunidade escolar, com cinco candidatos concorrendo. Segundo a comissão da SEE, 30 escolas chegaram a se inscrever na fase inicial, muitas delas da zona rural, o que reforça o alcance do projeto.
Eleição do Programa Jovem Parlamentar Acreano será no dia 5 de dezembro. Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
A chefe da Divisão de Assessoramento Escolar da SEE, Euresty Abreu, destacou o empenho das escolas, mesmo durante o fechamento do ano letivo, e celebrou a melhora na qualidade das redações enviadas. Para ela, o PJPA fortalece a consciência política dos estudantes e mostra, na prática, o valor da participação social.
Euresty também ressaltou que o programa devolve protagonismo aos jovens, que escrevem, fazem campanha, votam e vivenciam o funcionamento do Legislativo. Segundo ela, projetos criados por esses estudantes podem até ser adotados por deputados e se transformar em ações reais, impactando a vida de diferentes comunidades.
Os eleitos terão uma vivência parlamentar em 2026, com duração de quatro meses. Nesse período, participarão de sessões simuladas, debates, oficinas e cursos de formação política. A SEE garantirá transporte, hospedagem e alimentação para estudantes de municípios mais distantes, como Jordão, assegurando igualdade de condições para todos os participantes.
