Um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia revelou que muitos pais brasileiros têm preocupação exagerada com o tamanho do pênis de seus filhos, mesmo que a maioria das crianças não apresente alterações. O estudo, apresentado no Congresso Brasileiro de Urologia, avaliou 99 meninos e não identificou nenhum caso de micropênis, condição médica rara definida por critérios técnicos bastante específicos.
Ainda assim, quase um quarto dos responsáveis acreditava que o órgão dos filhos estava abaixo do normal. As dúvidas surgem principalmente pela diferença entre a percepção dos pais e os números coletados por especialistas. A medição feita em casa subestimou o tamanho real em cerca de 2,5 a 3 centímetros. Em média, enquanto os pais anotaram 3,64 cm, o exame médico mostrou 6,18 cm — uma diferença relevante para o diagnóstico.
Os especialistas apontam que o erro de avaliação ocorre, muitas vezes, por desconhecimento da técnica correta de medição. O comprimento deve ser aferido desde a base óssea até a ponta da glande, sempre pressionando a gordura da região suprapúbica para não esconder parte do órgão. Além disso, fatores como excesso de peso e idade mais avançada podem dar a falsa impressão de tamanho reduzido, mesmo quando não há alteração médica.
Outro ponto frequentemente esquecido é que o crescimento peniano não acontece de forma contínua durante a infância. Após um aumento inicial nos primeiros meses de vida, o órgão entra em fase de estabilidade até a puberdade, período em que volta a crescer impulsionado pela testosterona. Assim, crianças de mesma idade podem apresentar diferenças sem que isso indique problema.
Fase adulta
Na fase adulta, a definição de micropênis exige que o comprimento em ereção fique 2,5 desvios-padrão abaixo da média, o que equivale a menos de 7 cm. A condição é rara, atingindo cerca de 1,5 em cada 10 mil homens, segundo dados internacionais. O tamanho médio do órgão em ereção no Brasil é de 13 cm.
A condição pode causar impactos físicos, funcionais e psicossociais, variando de acordo com a origem e o acompanhamento. Mesmo assim, muitos homens com diagnóstico correto levam vida normal, incluindo relações sexuais e fertilidade, especialmente quando acompanhados desde cedo.
Os médicos reforçam que intervenções hormonais só devem ocorrer em casos confirmados de micropênis verdadeiro, para evitar riscos ao crescimento e ao metabolismo. O ideal é que dúvidas sobre desenvolvimento genital infantil sejam discutidas com pediatras ou urologistas pediátricos, evitando medições caseiras e comparações sem critério.
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