Fundhacre cria primeiro banco de órteses para tratamento do pé torto congênito no Acre

O presidente da Fundhacre, Soron Steiner, afirmou que a iniciativa amplia a capacidade do serviço e assegura acesso imediato aos dispositivos

A Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo firmou convênio com o Rotary Clube Rio Branco–Amazônia para criar o primeiro banco de órteses destinado ao tratamento do pé torto congênito na rede estadual. O acordo garante a oferta contínua e gratuita de dispositivos usados na fase de manutenção do método Ponseti, etapa considerada essencial para evitar recidivas nos pacientes atendidos pelo ambulatório especializado da Fundhacre.

O objetivo é garantir acesso integral a todos os pacientes do estado | Foto: ContilNet

A presidente da Fundhacre, Soron Steiner, afirmou que a iniciativa amplia a capacidade do serviço e assegura acesso imediato aos dispositivos. “Hoje é um dia histórico para a saúde pública. Estamos criando esse banco de órteses que vai favorecer a ampliação do serviço da oficina ortopédica, que já vem sendo entregue à nossa população desde que retomamos o atendimento”, disse.

Ela destacou que o banco inicia com 60 unidades. “Teremos várias órteses para atender a necessidade imediata do usuário. O paciente usa, retorna, devolve e substitui por outra, permitindo que o material contemple novos casos. É como um estoque gerido pelos nossos ortopedistas habilitados para o tratamento cirúrgico e pós-cirúrgico”, acrescentou.

O presidente do Rotary Clube Rio Branco–Amazônia, Isaías Ferreira Junior, explicou que a parceria integra um projeto internacional da instituição. “É um projeto a nível global, da ordem de aproximadamente 200 mil dólares, cuja primeira fase foi voltada ao treinamento dos profissionais. A segunda parte foi destinada à aquisição das órteses no Brasil todo, chegando a aproximadamente 50 mil atendimentos”, afirmou.

O acordo garante a oferta contínua e gratuita de dispositivos usados na fase de manutenção do método Ponseti | Foto: ContilNet

Segundo ele, a articulação envolveu clubes do sul do país. “O doutor Nelson Marquezine, em São Carlos, está nesse desafio de levar a possibilidade de melhorar a vida das pessoas. Isso é o que o Rotary faz: promover mudanças duradouras na vida das comunidades”, completou.

A ortopedista Pothyra Pascoal, responsável pelo ambulatório, reforçou que o banco garante continuidade ao tratamento. “Nós já trabalhamos com um ambulatório específico para pacientes com pé torto congênito, que funciona como porta aberta na Fundhacre. Após o tratamento inicial, o paciente precisa da órtese, que é a fase mais importante para manter o pezinho corrigido”, explicou.

Ela destacou o impacto financeiro do dispositivo. “Cada órtese custa cerca de mil reais, e muitos pacientes do interior interrompiam o tratamento por não conseguirem comprar. Agora, vamos garantir o tratamento completo para todos, geralmente até os quatro anos de idade”, afirmou. “Hoje é um dia histórico para o Acre. O objetivo é garantir acesso integral a todos os pacientes do estado”, concluiu.

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