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Governo define preços mínimos da safra extrativista e impacta produção acreana

Por Fhagner Soares, ContilNet

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (2), a portaria que estabelece os preços mínimos da safra extrativista de 2026, medida que entra em vigor em 1º de janeiro e segue válida até dezembro do mesmo ano. A atualização, divulgada no Diário Oficial da União, funciona como instrumento de proteção ao produtor rural, garantindo referência comercial ao longo da safra.

Açaí/Foto: Reprodução

A portaria atinge todo o país, mas ganha peso especial na região Norte especialmente no Acre, onde a economia extrativista é parte central da identidade produtiva e cultural. Os valores definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) servirão como base para operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), ferramenta que assegura ao produtor condições mínimas de venda, mesmo em períodos de oscilação do mercado.

Entre os principais produtos contemplados, o açaí terá preço mínimo de R$ 2,28 por quilo. Já o buriti, matéria-prima presente em diversas cadeias produtivas amazônicas, passa a valer R$ 3,79/kg. O murumuru foi fixado em R$ 2,70/kg, enquanto a macaúba terá referência de R$ 0,57/kg. O pequi, também coletado na Amazônia, mantém o preço mínimo de R$ 0,69/kg.

No grupo das amêndoas, o babaçu foi estabelecido em R$ 7,00/kg. Já o cacau produzido no Acre, Amazonas, Amapá e Pará permanece com valor de referência de R$ 11,56/kg número importante para produtores acreanos, que vêm fortalecendo sua participação na cadeia amazônica do fruto. A castanha-do-Brasil em casca, uma das principais fontes de renda extrativista da região, teve preço mínimo atualizado para R$ 3,67/kg.

Com a nova tabela, o governo federal garante mais previsibilidade ao setor extrativista, impactando diretamente comunidades e produtores do Acre que dependem dessas cadeias para movimentar a economia local e manter tradições ligadas à sociobiodiversidade amazônica.

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