A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre decidiu, nesta semana, preservar a sentença que leva Wellington Costa Batista, o “Nego Bala”, a julgamento pelo Tribunal do Júri. Apontado como um dos principais articuladores da Chacina do Taquari, episódio que resultou em seis mortes em novembro de 2023, ele responderá por dois homicídios e por participação em organização criminosa.

Wellington da Costa Batista era procurado pela justiça do Acre quando foi localizado e preso na cidade de Fortaleza/Foto: Reprodução
Durante o recurso, a defesa de Wellington sustentou que a denúncia estaria apoiada apenas no relato de um adolescente ouvido ainda na fase policial, sem confirmação posterior em juízo. Contudo, ao analisar o caso, o relator Francisco Djalma avaliou que, mesmo sem a repetição do depoimento em audiência, o conjunto de informações reunidas no processo aponta para a possibilidade real de que o crime tenha ocorrido por determinação do acusado, que ocuparia posição de liderança dentro da facção envolvida. O entendimento foi seguido pelos demais desembargadores da Câmara Criminal.
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O réu foi pronunciado para ir a júri pelos assassinatos de Adegilson Ferreira da Silva e Valdei das Graças Batista dos Santos, ambos integrantes do Bonde dos 13. Ele também enfrentará julgamento pela suspeita de integrar organização criminosa. No mesmo processo, Kauã Pinheiro Zimmerman também foi enviado a júri, enquanto outros cinco acusados respondem às denúncias em ação separada.
Com a manutenção da sentença em segunda instância, o caso segue para a etapa final antes do julgamento. A definição da data do júri deve ocorrer ao longo do próximo ano, conforme o andamento da Vara do Tribunal do Júri.
