Justiça mantém presos quatro envolvidos em arremesso de celulares no presídio de Sena Madureira

O grupo passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (11) e permanecerá sob monitoramento eletrônico durante o período determinado

O grupo passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (11) e permanecerá sob monitoramento eletrônico durante o período determinado/Foto: Cedida

A Justiça decidiu manter, por pelo menos 90 dias, a prisão dos quatro maiores de idade detidos pela Polícia Penal após serem flagrados arremessando celulares para o interior do presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira. O grupo passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (11) e permanecerá sob monitoramento eletrônico durante o período determinado.

O grupo passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (11) e permanecerá sob monitoramento eletrônico durante o período determinado/Foto: Cedida

De acordo com informações apuradas pelo ContilNet, os suspeitos — identificados como Lucas, Ryan, Paulo Roberto e Abraão, todos moradores de Sena Madureira— foram detidos na última quarta-feira (10). Eles teriam se aproximado da unidade prisional, localizada na BR-364, e iniciado o arremesso de aparelhos celulares por cima do muro, o que foi interceptado pela polícia, antes de chegar aos internos.

Após o ato, os envolvidos fugiram em um veículo branco, mas foram acompanhados por uma viatura. A prisão aconteceu quilômetros depois, na estrada Xiburema, região do Polo Elias Moreira.

Conduzidos à delegacia, os infratores foram autuados pelo delegado de plantão e encaminhados ao juiz das garantias, que decidiu manter a custódia com uso de tornozeleira eletrônica. Durante os próximos 90 dias, eles não poderão sair de casa sem autorização da Central de Monitoramento, deverão permanecer recolhidos durante todo o fim de semana e estão proibidos de se ausentar da comarca sem autorização judicial, e manter o equipamento de monitoramento 24 horas funcionando regularmente.

A ação reforça o combate aos frequentes registros de lançamento de celulares na unidade prisional, prática considerada recorrente na região. Conforme dados do ContilNet, os acusados residem no bairro Bosque e outros no bairro Eugênio Augusto Areal.

A Justiça espera que a manutenção da prisão sirva como exemplo para que não hajam novas tentativas de apoio externo às facções que cumprem pena no presídio.

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