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Justiça marca julgamento de acusado de matar ex-companheira a facadas na frente da filha

Por Geovany Calegário, ContilNet

O Tribunal do Júri de Rio Branco já tem data marcada para julgar um dos casos de feminicídio que mais chocaram a capital acreana em 2024. O gerente comercial Jairton Ferreira Bezerra, de 45 anos, será levado a julgamento no dia (9/03/2026), conforme decisão do cartório da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.

Ele é acusado de assassinar a ex-companheira, Paula Gomes da Costa, a facadas, em um crime que, segundo a acusação, ocorreu na presença da filha do casal, então com 7 anos. O réu deverá responder por feminicídio, com as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo fato de o crime ter sido cometido diante da criança.

Acusado responderá por feminicídio, com pena que pode chegar a 40 anos/Foto: Reprodução

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), o assassinato aconteceu em (27/11/2024), na estrada de Porto Acre, na região do bairro Alto Alegre, em Rio Branco. Na ocasião, Paula caminhava pelo local acompanhada da filha e do ex-sogro, quando foi surpreendida pela chegada de Jairton, de quem estava separada havia algum tempo.

Ainda conforme a acusação, o homem desceu do veículo e passou a insultar a vítima antes de desferir diversos golpes de faca. Paula foi atingida por mais de dez facadas, mesmo com a tentativa do pai do acusado de intervir. Ela morreu no local, sem conseguir receber atendimento médico.

Após o crime, Jairton teria levado a filha do casal e fugido. A criança foi deixada com familiares, enquanto o acusado permaneceu foragido por alguns dias. Posteriormente, ele se apresentou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), já com mandado de prisão preventiva em aberto, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde permanece custodiado.

Durante a audiência de instrução e julgamento realizada em julho deste ano, o réu foi pronunciado para responder ao processo perante o Tribunal do Júri. A defesa chegou a recorrer, pedindo a desclassificação do crime de feminicídio para homicídio, tentativa que foi rejeitada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que manteve a decisão de primeira instância.

Com isso, Jairton será julgado por feminicídio, crime cuja pena prevista em lei varia de 20 a 40 anos de reclusão.

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