A influenciadora Kamylinha publicou um vídeo nas redes sociais visivelmente emocionada, no qual afirma que o juiz responsável por um dos processos que investigam denúncias contra Hytalo Santos deixou o caso. Chorando, ela disse acreditar que, a partir dessa mudança, “a verdade finalmente irá prevalecer”.
De acordo com apuração divulgada pelo perfil hyldinho02, o juiz Bruno Isidro, titular da 1ª Vara de Bayeux, na Paraíba, declarou-se suspeito para continuar atuando no processo criminal que investiga Hytalo Santos e Israel Natã, o Euro. O magistrado se afastou do caso por motivos de foro íntimo, conforme registrado em decisão judicial. Um novo juiz deverá ser designado para dar andamento ao processo.
Antes de se declarar suspeito, Bruno Isidro chegou a receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apura crimes graves, como tráfico humano e exploração sexual. Paralelamente, Hytalo Santos e Israel Natã também respondem a outro processo na 2ª Vara de Bayeux, onde aguardam sentença do juiz Antônio Rudmacir. Nesse segundo caso, eles respondem por divulgação de conteúdo pornográfico.
Após a decisão do magistrado, a defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente voltou a se manifestar, afirmando que a saída do juiz reforça a tese de que o processo estaria comprometido desde o início.
Nota da defesa na íntegra
“A defesa de Hitalo Santos e Israel Vicente afirma que a declaração de suspeição do juiz da 1.ª Vara Mista de Bayeux, bem como a sua saída do caso por não se considerar imparcial para julgá-los, confirma o cenário já denunciado há tempos: Hitalo e Israel não possuem qualquer culpa nos crimes que lhes são imputados, e o processo ao qual respondem está repleto de ilegalidades, agora corroboradas pela declaração de suspeição do magistrado responsável pelas acusações mais graves (tráfico humano e exploração sexual).
Um processo criminal não pode ser conduzido fora das regras, muito menos por quem não possui a isenção exigida pela lei.
A inocência deles é indiscutível, e a prisão, absolutamente ilegal. Por isso, ambos confiam que a Justiça reconhecerá o grave erro judiciário praticado contra eles, colocando-os em liberdade o quanto antes.
A defesa esclarece, ainda, que Hitalo e Israel nunca foram acusados de pedofilia, conforme veiculado recentemente pela imprensa.”
Com a saída do juiz da 1ª Vara de Bayeux, o processo segue aguardando a designação de um novo magistrado para dar continuidade às ações judiciais.

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