O termo kapum, também conhecido como kambô, refere-se à secreção retirada do sapo-macaco gigante (Phyllomedusa bicolor), um anfíbio típico da Amazônia. A substância é utilizada há séculos por diversos povos indígenas da região em rituais tradicionais de medicina e purificação, popularmente chamados de “ritual do sapo”.
Ritual conhecido como kambô utiliza secreção do sapo-macaco gigante e atravessa gerações como forma de ensinamento e purificação/Foto: Reprodução
Transmitida de geração em geração, a prática faz parte do modo de vida e da cosmovisão indígena, sendo associada a processos de fortalecimento físico, espiritual e educativo dentro das comunidades. Para muitos povos originários, o kapum é visto como uma medicina simples e direta, conectada à natureza e aos saberes ancestrais.
Além do aspecto medicinal, o ritual também cumpre um papel cultural e pedagógico, sendo utilizado como forma de ensinar valores, disciplina e responsabilidade às novas gerações. A tradição, segundo relatos indígenas, está ligada à busca por equilíbrio, disposição e proteção espiritual.
Mesmo com o passar do tempo e as transformações sociais, o uso do kapum permanece vivo em diversas aldeias amazônicas, reafirmando a resistência cultural e a importância dos conhecimentos tradicionais indígenas, que seguem atravessando o tempo e mantendo sua identidade.
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