O senador Magno Malta (PL-ES) ampliou o tom das críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que proibiu dois dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL), de acompanharem o pai durante a internação e cirurgia marcada para esta semana.
Em publicação feita no X (antigo Twitter), Malta classificou a medida como desumana: “Negar a presença dos filhos ao lado de seu pai em um momento desses não é só injustiça, é crueldade.”
A declaração repercutiu entre parlamentares aliados de Bolsonaro, que também contestam o rigor das restrições impostas pelo ministro.
Negar a presença dos filhos ao lado de seu pai em um momento desses não é só injustiça, é crueldade. pic.twitter.com/876VzSeOKL
— Magno Malta (@MagnoMalta) December 23, 2025
A decisão de Moraes
O despacho foi assinado nesta terça-feira (23) e estabelece que apenas Michelle Bolsonaro poderá permanecer como acompanhante durante todo o período de internação no Hospital DF Star, em Brasília. Todas as demais visitas, familiares, amigos ou assessores, necessitarão de autorização prévia da Justiça.
A justificativa para a restrição é o fato de Bolsonaro cumprir pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Para Moraes, a entrada de visitantes deve seguir o mesmo rigor aplicado ao regime de custódia. A Polícia Federal também ficará responsável por fiscalizar entradas e saídas no quarto hospitalar, além de manter vigilância 24 horas.
Como será a internação
Bolsonaro deixará a Superintendência da PF nesta quarta-feira (24) para realizar exames pré-operatórios e será submetido, no dia seguinte, a uma cirurgia para tratamento de duas hérnias inguinais, identificadas por perícia da Polícia Federal.
A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável à autorização médica, e o ministro determinou que a permanência no hospital deve ser estritamente limitada ao tempo necessário para os cuidados de saúde.
Repercussão política
A manifestação de Magno Malta se somou a outras vozes da base bolsonarista que consideram a decisão excessiva. Nos bastidores, aliados afirmam que Flávio e Carlos receberam a notícia “com surpresa” e aguardam orientação jurídica para eventual pedido de revisão.
Apesar das críticas, interlocutores próximos ao STF afirmam que a medida segue protocolos aplicados a presos sob custódia federal, especialmente em situações que exigem controle rigoroso de segurança, o que inclui proibição de celulares e monitoramento permanente no hospital.
Cenário familiar
Enquanto Michelle terá acesso irrestrito ao quarto, Flávio e Carlos dependerão de autorização específica caso desejem visitar o pai durante a internação. Eduardo Bolsonaro, que não foi citado na decisão, também não está liberado, visitas fora da exceção concedida a Michelle precisam passar pelo aval judicial.
O clima na família, segundo pessoas próximas, é de preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro, mas também de frustração com a impossibilidade de estarem presentes no momento da cirurgia.
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