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Moraes manda general Augusto Heleno para prisão domiciliar

Por Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o general da reserva Augusto Heleno, de 78 anos, cumpra prisão domiciliar. A decisão foi tomada após análise de pedido da defesa e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ex-ministro general Augusto Heleno, em sessão de interrogatórios no STFImagem: Ton Molina/STF

O que motivou a decisão

Segundo Moraes, a medida foi autorizada diante da grave situação de saúde, da idade avançada do general e da ausência de indícios de tentativa de fuga. O ministro destacou ainda que a conduta de Heleno foi “pautada pela colaboração com a Justiça”, lembrando que ele se apresentou espontaneamente à Polícia Federal para iniciar o cumprimento da pena.

Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Regras da prisão domiciliar

Mesmo em casa, o general deverá cumprir uma série de restrições impostas pelo STF:

Em caso de descumprimento de qualquer regra, Heleno poderá retornar ao regime fechado, conforme determinou Moraes.

Quadro de saúde

A defesa argumentou que o general está em acompanhamento psiquiátrico desde 2018 e que, em janeiro de 2025, foi diagnosticado com demência mista (Alzheimer e vascular), em estágio inicial, além de transtornos depressivos.

A PGR se manifestou favoravelmente à concessão da prisão domiciliar. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a medida é “recomendável e adequada”, respeitando os princípios da dignidade da pessoa humana e da proteção integral ao idoso.

Perícia médica

Antes de decidir, Alexandre de Moraes determinou a realização de uma perícia médica pela Polícia Federal. O exame foi realizado na sexta-feira, com a participação de três peritos da PF e um representante do Comando Militar do Planalto, local onde Heleno estava detido. O laudo confirmou as condições de saúde alegadas pela defesa e avaliou a adequação do local de custódia.

Moraes também apresentou um histórico clínico do general, apontando diagnóstico de transtorno depressivo em 2018, remissão em 2020 e retorno de sintomas ansiosos e queixas cognitivas a partir de 2022.

Histórico

Augusto Heleno foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) entre 2018 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, período em que ocupava posição central no sistema brasileiro de inteligência. O ministro Alexandre de Moraes chegou a questionar se a Presidência da República havia sido formalmente comunicada sobre o estado de saúde do general à época, mas a defesa afirmou que o diagnóstico definitivo só foi confirmado anos depois.

Fonte: Supremo Tribunal Federal (STF) e Procuradoria-Geral da República / UOL
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