Jacicleia de Castro Vieira morreu nesta terça-feira (9) na UPA do 2º Distrito após permanecer anos em estado vegetativo. Ela deixa uma filha de 17 anos. Jacicleia havia sido atingida por três disparos feitos pelo ex-companheiro em junho de 2020, quando retornava de Senador Guiomard acompanhada de um amigo. Na ocasião, o suspeito perseguiu o veículo e efetuou os tiros após alcançar o carro no bairro Santa Helena, no Segundo Distrito da capital.
Jacicleia de Castro Vieira faleceu após passar anos em estado vegetativo/Foto: Reprodução
Desde o crime, Jacicleia enfrentava sequelas graves. Os disparos provocaram lesão cerebral extensa e comprometeram funções motoras e sensoriais. Ela passou por cirurgia na cabeça e teve duas paradas cardíacas durante o procedimento, uma de sete minutos e outra de dez. A família relatou que a vítima perdeu as cordas vocais e a capacidade de falar, além de ter sofrido danos que impediram sua recuperação neurológica.
O agressor se apresentou espontaneamente à Delegacia de Atendimento à Mulher três dias após o ataque e foi indiciado por feminicídio tentado. À época, a Polícia Civil confirmou que Jacicleia possuía medida protetiva contra ele.
Durante o período em que esteve internada, familiares e amigos mobilizaram campanhas para auxiliar nos custos de equipamentos necessários ao cuidado da vítima. A condição clínica, entretanto, não evoluiu, e Jacicleia permaneceu em estado vegetativo até sua morte. O corpo deverá ser velado e sepultado em Rio Branco.
