Nova resolução moderniza licenciamento ambiental de atividades agropecuárias no Acre

Outro avanço previsto é a definição de prazos para análise dos processos pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac)

STF mantém decisão do TJAC sobre cobrança de imposto em transferência de gado entre fazendas do mesmo dono
STF mantém decisão do TJAC sobre cobrança de imposto em transferência de gado entre fazendas do mesmo dono| Foto: Fabiana Matos/Idaf

O Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf) aprovou uma nova regulamentação que redefine os critérios para o licenciamento ambiental de atividades agropecuárias no Acre. A Resolução Cemaf nº 5, datada de 11 de dezembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (16) e passa a estabelecer procedimentos técnicos e administrativos atualizados para empreendimentos que utilizam o solo de forma alternativa.

Atualização define novos procedimentos técnicos e administrativos para o licenciamento ambiental de atividades agropecuárias. Foto: Fabiana Matos/Idaf

A nova norma substitui a Resolução nº 2/2022 e busca adequar as regras estaduais às legislações federais e aos princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente. A deliberação ocorreu durante a 4ª Reunião Extraordinária do Cemaf, que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Sismaf) como órgão colegiado responsável por decisões normativas na área ambiental.

Entre os principais pontos, a resolução define critérios específicos para o licenciamento de atividades agrícolas, pecuárias e agrossilvipastoris com finalidade comercial, levando em conta o potencial poluidor e o grau de impacto ambiental de cada empreendimento. O texto também reforça o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) como ferramenta fundamental para o ordenamento territorial e para a tomada de decisões técnicas no estado.

A regulamentação detalha as diferentes modalidades de licenciamento ambiental, como a Certidão de Dispensa de Licenciamento, a Licença Ambiental Única (LAU) e o licenciamento convencional, que inclui as licenças prévia, de instalação e de operação. Pequenos produtores familiares passam a contar com tratamento diferenciado, incluindo isenção de taxas e de preços públicos.

Cemaf deliberou de maneira coletiva as novas medidas de licenciamento ambiental, garantindo maior agilidade e apoio aos pequenos produtores. Foto: Emanoel Farias/Sema

Outro avanço previsto é a definição de prazos para análise dos processos pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Sempre que possível, o órgão poderá utilizar imagens de satélite e bases de dados oficiais para a avaliação remota dos pedidos, o que tende a tornar os procedimentos mais rápidos e eficientes.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e presidente do Cemaf, Leonardo Carvalho, destacou que a atualização da normativa traz benefícios tanto para o setor produtivo quanto para a gestão ambiental. “A modernização dos procedimentos de licenciamento ambiental garante mais clareza, segurança jurídica e eficiência para produtores e empreendedores rurais, especialmente os pequenos produtores, sem abrir mão da proteção ao meio ambiente”, afirmou.

Segundo o governo do Estado, a entrada em vigor da resolução deve destravar processos que estavam parados à espera da atualização normativa, com impacto estimado de cerca de R$ 45 milhões na economia acreana. Aproximadamente R$ 35 milhões desse montante estão ligados a investimentos da agricultura familiar, principalmente por meio de financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), beneficiando cerca de 250 produtores rurais.

A Resolução Cemaf nº 5/2025 passa a valer a partir desta terça-feira (16). Já os pedidos de certidão de dispensa de licenciamento para atividades de baixo impacto poderão ser protocolados a partir de 1º de janeiro de 2026, reforçando a política estadual de desenvolvimento sustentável aliada à preservação ambiental.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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