Nova visita técnica reacende debate sobre remoção de famílias da comunidade do Papouco

Durante o percurso, a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) coletou novos depoimentos de moradores

A comunidade do Papouco recebeu, nesta semana, uma nova visita técnica realizada pela Prefeitura de Rio Branco em conjunto com órgãos de controle e fiscalização. O objetivo da ação foi aprofundar o levantamento socioeconômico das famílias que vivem na região, considerada área de risco devido à instabilidade do terreno.

Segundo os técnicos, os pedidos de remoção foram novamente registrados e irão compor um novo relatório técnico | Foto: Secom

Dessa vez, a agenda envolveu diretamente a Defensoria Pública do Estado e contou com o acompanhamento de dois defensores, que permaneceram em uma tenda montada na entrada da comunidade enquanto circulavam pelas vielas para dialogar com os moradores. Promotores do Ministério Público do Estado também fizeram parte da atividade.

ENTENDA: Moradores choram durante fala de promotor sobre o Papouco em audiência pública

Durante o percurso, a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) coletou novos depoimentos de moradores, incluindo pessoas em situação de rua que vivem na área. A maioria voltou a manifestar o desejo de ser reassentada em um local com infraestrutura adequada e melhores condições de segurança.

Segundo os técnicos, os pedidos de remoção foram novamente registrados e irão compor um novo relatório técnico que será encaminhado às autoridades responsáveis. O documento deve subsidiar os próximos encaminhamentos sobre o futuro da área.

Entre os representantes do Ministério Público presentes estavam os promotores Thalles Ferreira, da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, e Luís Henrique Rolim, que atua na área de urbanismo e habitação. Ambos conversaram com os residentes sobre a situação da comunidade e os riscos já identificados em estudos anteriores.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, ressaltou que o terreno apresenta perda progressiva de sedimentos, o que mantém o local classificado como área de risco. “Embora o deslocamento ocorra de forma lenta, existe possibilidade de movimentações repentinas do solo, o que exige atenção contínua”, explicou.

PUBLICIDADE