A revolta de Zezé di Camargo com o SBT, que veio a público nesta segunda-feira (15/12) após um vídeo com duras críticas às filhas de Silvio Santos, não teria sido motivada apenas por questões políticas. Bastidores apurados com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira revelam que o descontentamento do sertanejo também passa por um impasse comercial envolvendo o especial de Natal gravado por ele para a emissora.
Reprodução/TV Globo.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, o estopim da crise estaria relacionado ao baixo desempenho na venda das cotas de patrocínio do programa. O projeto não teria alcançado o retorno esperado, o que gerou frustração nos bastidores.
De acordo com as informações apuradas, o valor cheio de cada cota do especial girava em torno de R$ 400 mil. No entanto, diante da dificuldade em atrair anunciantes, o SBT teria oferecido descontos que chegaram a até 90% desse valor. Mesmo com a redução drástica, as marcas não demonstraram interesse, e as negociações não avançaram.
O especial estava previsto para ir ao ar nesta quarta-feira (17/12), às 23h15, mas acabou sendo cancelado pela emissora após a repercussão negativa do vídeo publicado por Zezé nas redes sociais, no qual ele criticou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do SBT News e atacou diretamente a atual gestão do canal.
Relembre a polêmica
Na madrugada de segunda-feira (15/12), Zezé divulgou um vídeo afirmando que o SBT teria mudado de posicionamento após a morte de Silvio Santos. Em tom agressivo, disse que as filhas do apresentador estariam “se prostituindo” e pediu o cancelamento do especial de Natal que havia gravado.
Após o episódio, o SBT confirmou oficialmente que a atração não será exibida. Em nota, a emissora informou:
“A Assessoria de Comunicação informa que, após avaliações internas, a cúpula do SBT decidiu por não exibir o Especial ‘Natal é Amor’, que estava programado para a próxima quarta-feira, às 23h00. A emissora divulgará em breve a atração que ocupará o horário.”
O caso expôs não apenas um embate ideológico, mas também os desafios comerciais enfrentados pela emissora e pelo artista nos bastidores.
Fonte: Coluna Fábia Oliveira / Metrópoles
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