O advogado e colunista social Moisés Alencastro, encontrado morto dentro de seu apartamento, em Rio Branco, pode ter sido vítima do crime de latrocínio, é o que suspeita a Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML), que investigam o caso.
Ao ser encontrado por amigos, horas depois depois de morrer, Moisés apresentava múltiplas perfurações provocadas por faca nas regiões da costela, abdômen e um corte extenso no pescoço. O corpo estava em cima da cama.
No local, não havia sinais de arrombamento, roubo ou qualquer outra atividade suspeita que contribuísse para identificação do suspeito, que chegou ao apartamento de Moisés logo depois das 21h – pelo que mostram as câmeras de segurança. Após sair do local, o assassino de Moisés teria passado com o veículo na ponte de Igarapé São Francisco, por volta das 22h40.

O colunista social Moisés Alencastro foi encontrado morto na noite desta segunda-feira/Foto: Reprodução
O carro foi encontrado no dia seguinte, abandonado, na Estrada do Quixadá, com os pneus furados.
As investigações estão sendo feitas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP/AC). Imagens das câmeras de segurança ainda estão sendo coletadas. O laudo cadavérico está sendo confeccionado para que não informações possam ser divulgadas.
Quem era Moisés Alencastro?
Além de colunista, Moisés também atuava como servidor do Ministério Público do Acre (MPAC), onde estava lotado no Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e exercia suas funções com reconhecida dedicação e compromisso. Paralelamente à atuação institucional, Alencastro mantinha forte engajamento social, sendo ativista cultural e defensor dos direitos da população LGBTQIA+, com trabalho voltado à promoção da cidadania e da inclusão.
Em sua rede pessoal, Moisés se descrevia como: “Ativista cultural, vivendo com intensidade e celebrando cada momento, porque a vida é uma festa que eu não deixo de aproveitar”. Recentemente, publicou um vídeo, onde esteve com amigos colunistas na “Trend das Cores”.

